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Mundo

Líderes islâmicos alemães são contra reação violenta às charges

Representantes das principais organizações islâmicas no país são contra reação violenta à publicação de caricaturas de Maomé.

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Publicação em jornais franceses também foi motivo de protestos no mundo árabe

Diante da crescente onda de protestos em países islâmicos contra a publicação de caricaturas de Maomé na imprensa européia, os líderes das principais organizações islâmicas alemãs tentam acalmar seus adeptos. "Violência como reação às caricaturas está fora de cogitação", disse o presidente do Conselho Central dos Muçulmanos na Alemanha, Nadeem Elyas.

Segundo ele, o importante é voltar ao diálogo. "Por isso, os muçulmanos deveriam aceitar os pedidos de desculpa que vieram da imprensa, mesmo que estes não tenham sido muito convincentes", declarou. Mas o diálogo exige também que a mídia não abuse da liberdade de imprensa para pisotear a dignidade de outras pessoas, acrescentou.

Segundo o presidente do Conselho Islâmico na Alemanha, Ali Kizilkaya, "de jeito nenhum a violência serve como recurso para a discussão. Os muçulmanos devem usar todos os instrumentos do estado de direito para se defender e, em primeira linha, agir com moderação".

"Liberdade de opinião não significa direito à injúria"

Ele acredita que a situação só pode ser acalmada através do respeito mútuo. "Liberdade de opinião não significa direito à injúria", disse. Ele explicou que dificilmente um muçulmano pode ser mais injuriado do que através da caricaturação de Maomé.

O vice-presidente da Federação Islâmica de Berlim, Burhan Kesici, lembrou que as organizações islâmicas na Alemanha têm apelado aos seus filiados a não ir imediatamente às ruas para protestar, quando se sentem injustiçados. "Hoje há menos ativismo do que se via nos anos 80 e 90. Manifestações e tumultos só agravam o conflito", disse.

"Charges têm nuances racistas"

We don't humor, Boykott dänischer Produkte nach Streit um Mohamed Karrikaturen

Boicote a produtos dinamarques na Arábia Saudita

Na opinião do presidente da Liga Muçulmana Alemã, Michael Muhammad Abduh Pfaff, os muçulmanos não devem deixar se provocar por uma aparente briga. "Não se trata de um confronto entre liberdade da imprensa e proteção contra injúria. As charges têm nuances racistas. Justamente porque nos opomos ao princípio do racismo, não devemos reagir do mesmo modo. Rejeitamos um boicote de produtos só pelo fato de eles virem da Dinamarca", disse.

O presidente da União Turco-Islâmica na Alemanha (Ditib), Ridvan Cakir, teme efeitos negativos da polêmica sobre as caricaturas para o processo de integração dos muçulmanos no país.

"Não há liberdade que permita injuriar mais de 1,5 bilhão de muçulmanos em todo o mundo. Não se pode fazer algo com base na liberdade de imprensa que agrida sentimentos de muçulmanos que vivem há 40 ou 50 anos na Alemanha", afirmou em entrevista à Deutsche Welle. As reações a esse tipo de provocação de jornais alemães, porém, devem respeitar as leis vigentes no país, concluiu.

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