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Mundo

Líderes europeus discutem quem ficará no comando do Eurogrupo

O luxemburguês Jean Claude Juncker, cujo mandato se encerra nos próximos dias, impõe condição para permanecer no cargo que ocupa há oito anos. Enquanto isso, Alemanha e França negam acordo para presidência rotativa.

O chefe do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, queria ter jogado a toalha no dia 30 de junho. Em novembro do ano, o primeiro-ministro de Luxemburgo chegou a anunciar que seu trabalho era muito estressante. Após quase oito anos no comando do grupo de 17 países que usam o euro, ele vinha demonstrando a intenção de deixar o cargo.

"Eu trabalho quatro horas por dia para o Eurogrupo. E este tempo eu queria gastar comigo", disse Juncker pouco após a última cúpula da União Europeia, na semana passada. Ele é o primeiro-ministro da UE há mais tempo no cargo (desde 1995) e consta como um dos criadores do euro, há 20 anos. Aos 57 anos de idade, ele alega problemas de saúde. No início de abril, por exemplo, Juncker não pôde ficar até o final do encontro de ministros de Finanças da UE, em Copenhague.

Apesar da cara fechada, Juncker demonstra habilidade de intermediar situações entre países grandes e pequenos, ricos e pobres do bloco da moeda comum. Por algumas vezes, chefes de governo e de Estado da zona do euro convenceram Juncker, cujo mandato vence no próximo dia 17, a ficar mais tempo no cargo. Sem candidatos de consenso, na semana passada eles pediram novamente ao colega que continuasse no comando do Eurogrupo por mais um ano.

Juncker disse que poderia permanecer por apenas mais meio ano, ou seja, até o fim de 2012. Mas diante de uma condição: o atual chefe do Banco Central de Luxemburgo, Yves Mersch, precisaria ser içado a um posto na Comissão Executiva do Banco Central Europeu aberto desde março.

A indicação fracassou no passado, entre outros motivos, pela resistência da Espanha, que vem ocupando o cargo. Sem a confirmação da indicação de Mersch, porém, Juncker já avisou que não permanece na chefia do Eurogrupo.

Ultimato de Luxemburgo

Na última sexta-feira, um porta-voz de Juncker repetiu a condição. Nesta segunda-feira (09/07), o Eurogrupo vai se reunir para chegar a uma solução. Luxemburgo também pressiona para que o alemão Klaus Regling assuma o comando do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF). Por enquanto, o ex-diretor-geral da UE está chefiando o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Caso essas colocações não sejam atendidas nesta segunda-feira, os trabalhos do MEEF, que deveriam começar no fim de julho, sofrem ameaça de atrasos.

Para que o colegiado de gerenciamento de crise do Eurogrupo possa sobretudo se organizar, Juncker esclareceu que preside o grupo até o dia 16 de julho. E deu um ultimato: daí em diante realmente só fica se Mersch for confirmado no BCE.

Alemanha e França negam acordo de presidência rotativa entre Schäuble (e) e Moscovici

Alemanha e França negam acordo para presidência rotativa entre Schäuble (e) e Moscovici

Presidência rotativa

Neste domingo (08/07), França e Alemanha negaram as informações divulgadas pela revista alemã Der Spiegel de que os dois países estariam costurando um acordo para dividir de maneira rotativa a presidência do Eurogrupo entre eles, caso Juncker realmente deixe o posto.

De acordo com a reportagem, o atual ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schäuble, assumiria o cargo nas próximas semanas. No meio do mandato, porém, ele abriria caminho para o colega francês, Pierre Moscovici.

"Amanhã [segunda-feira] temos um encontro do Eurogrupo, devemos decidir um pacote de nomeações, incluindo a do sucessor do primeiro-ministro luxemburguês", explicou Moscovici. "A posição francesa é a de que Jean-Claude Juncker continue o seu mandato por algum tempo para preparar, uma solução mais duradoura e para prosseguir com a sua tarefa", garantiu.

MSB/dw/afp/dpa/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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