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Economia

Líderes europeus confiam na valorização do euro

Moeda única européia segue abaixo dos 89 cents de dólar. Ministro francês que pressionar Grã-Bretanha a aderir ao euro.

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A moeda de um euro, com o verso alemão

Faltando pouco mais de 20 dias para a conversão total ao euro, vários líderes europeus estão confiantes de que a moeda única européia irá valorizar-se a partir do momento em que começarem a circular as primeiras notas e moedas.

Este ponto de vista foi defendido pelo presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, pelo ministro francês da Economia e das Finanças, Laurent Fabius, e pelo comissário europeu de Questões Financeiras e Monetárias, Pedro Solbes.

Romano Prodi lembrou que os mercados financeiros reagiram negativamente ao euro, quando iniciou a União Monetária Européia em 1º de janeiro de 1999. Apesar de ter se recuperado ligeiramente em relação ao dólar, o euro "continua fraco", na opinião do chefe do órgão executivo da UE.

Laurent Fabius lançou um apelo à Grã-Bretanha para aderir à moeda única européia, ressaltando que esta se beneficiaria da libra esterlina. Para Fabius, "o euro ainda não refletiu e não está refletindo os fundamentos econômicos da zona do euro".

A situação já começou a se reverter, segundo o ministro francês, desde que a evasão de capitais da zona do euro reduziu-se a partir do início deste ano e desde que o fluxo de investimentos inverteu-se a partir do mês de maio. As entradas de capital na zona do euro atingiam 50 bilhões de dólares em 1º de outubro contra 120 bilhões de saídas em 2000.

Patamar de 0,89 dólar - A cotação da moeda única européia em relação ao dólar mantém-se abaixo de 0,89 dólar desde o mês de setembro. Segundo Laurent Fabius isto se deve à diferença de produtividade entre a Europa e os Estados Unidos, à necessidade de novas reformas estruturais na zona do euro e à falta de uma melhor coordenação das políticas econômicas dos países europeus.

A questão mais importante é manter a estabilidade, segundo Pedro Solbes, que descarta o temor de uma explosão de preços após ao conversão ao euro.

"Os dados recentes não indicam uma pressão inflacionária. A passagem ao euro, pelo contrário, deverá ter um impacto deflacionário, pois o euro vai aumentar a concorrência entre as empresas", disse Solbes.

Grã-Bretanha - Na opinião de Laurent Fabius, a estabilidade é um dos fatores que pressionará a adesão da Grã-Bretanha ao euro. A Grã-Bretanha é um dos três países da União Européia, ao lado da Dinamarca e da Suécia, que manteve-se afastado da zona do euro.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, prometeu organizar um plebiscito sobre a adesão do país ao euro. Entretanto, as sondagens de opinião têm mostrado que a maioria dos britânicos continua preferindo a libra esterlina.