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Mundo

Líderes do golpe de Estado comparecem à corte no Burundi

Supostos conspiradores se apresentam a juiz na capital Bujumbura, após tentativa fracassada de derrubar o presidente do país. Alguns manifestantes continuam protestando contra um terceiro mandato de Nkurunziza.

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Manifestantes seguram faixa com as seguintes frases: "Não ao terceiro mandato. Não à ditadura"f

Os 17 supostos conspiradores que tentaram derrubar o governo através de um golpe militar compareceram, neste sábado (16/05), à alta corte de Bujumbura, a capital do Burundi. Segundo o advogado Anatole Miburo, entre os presentes estavam o general Cyrille Ndayirukiye e os comissários da polícia, Zenon Ndabaneze e Herménégilde Nimenya. Líder da tentativa de golpe e ex-chefe do serviço de inteligência, Godefroid Niyombare, segue foragido.

Miburo disse que agentes policiais agrediram os homens após as prisões na sexta-feira, dois dias depois de Niyombare ter lançado a licitação para derrubar o presidente do país. Segundo relatos locais, o governo fez dezenas de prisões. "Eles foram gravemente espancados, especialmente o general Ndayirukiye", disse Miburo.

Os protestos começaram em abril. Depois que o presidente Pierre Nkurunziza, que assumiu o cargo em 2005, anunciou o plano de concorrer por mais cinco anos na eleição presidencial marcara para 26 de junho, uma manobra que membros da oposição alegaram que viola o limite de dois mandatos determinados pela Constituição.

No entanto, a alta corte do país aprovou a licitação, determinando que em seu primeiro mandato Nkurunziza foi nomeado pelo Parlamento e não por votação popular. Dessa forma, ele não estaria violando o limite e estaria livre a concorrer novamente à presidência do Burundi. Mais tarde, uma autoridade da Justiça fugiu do país e alegou que o tribunal havia sido coagido.

Vinte pessoas morreram nos protestos desde abril. Aproximadamente

105 mil burundineses fugiram para países vizinhos

para escapar da violência, segundo as Nações Unidas.

Os

réus alegadamente lançaram um golpe de Estado

na quarta-feira, enquanto o presidente do país estava participando de uma conferência sobre o seu já anunciado terceiro mandato em Dar es Salaam, capital da Tanzânia.

Neste sábado, mais de 100 manifestantes foram às ruas em Musaga e Nyabikaga – bairros de Bujumbura – para protestar contra a candidatura de Nkurunziza.

Presidente exige fim dos protestos

Na sexta-feira, Nkurunziza anunciou que "não há paz em todo o país", que o Burundi reabriu as fronteiras, e que o aeroporto de Bujumbura voltou a operar. Ele também pediu pelo fim dos protestos contra ele, ligando os manifestantes com aqueles que tentaram derrubá-lo.

"Na ocasião deste dia memorável, queremos agradecer do fundo do coração as forças de defesa e segurança", disse Nkurunziza. "É óbvio que os atuais levantes estão relacionado a um grupo que quer derrubar as instituições governamentais", acrescentou o presidente, exigindo que os manifestantes, a quem ele já havia chamado de "terroristas", parassem os protestos imediatamente.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou ter planos para dialogar com Nkurunziza em breve – um esforço para tentar resolver o impasse sem mais derramamento de sangue. Autoridades americanas, por outro lado, apelaram para que Nkurunziza abandone a corrida presidencial, dizendo que sua candidatura iria "agravar" a situação e criar um "potencial de mais violência", embora o EUA sustentaram que reconhecem a legitimidade de Nkurunziza como líder do Burundi.

PV/rtr/afp/dpa/ap

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