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Mundo

Líderes da oposição de volta a Bagdá

União Européia insiste num papel central para a ONU. Presidente Bush exige fim das sanções contra o Iraque. Fim da guerra depende do comandante geral dos EUA.

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Achmed Chalabi já está de volta à capital

Em declaração publicada no encerramento da conferência de cúpula de dois dias em Atenas, a União Européia (UE) voltou a insistir num papel central para a Organização das Nações Unidas (ONU) na reorganização política do Iraque no pós-guerra. Ao mesmo tempo, a comunidade assumiu o compromisso de prestar auxílio político e econômico para o processo. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, também participante da conferência, conclamou a comunidade internacional a uma posição conjunta na questão do Iraque.

Retorno dos líderes da oposição — Estão de volta ao Iraque os primeiros líderes da oposição ao regime de Saddam Hussein. O presidente do Congresso Nacional Iraquiano, Achmed Chalabi, que os EUA vêem como favorito para chefiar um governo de transição, chegou a Bagdá na madrugada de quinta-feira (17/04), depois de passar mais de 40 anos no exílio. Também já se encontra na capital o presidente do Movimento da Unidade Nacional, Ijad Allawi.

Fim das sanções? — O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exigiu na quarta-feira (16/04), "já que o Iraque agora foi libertado", o fim das sanções das Nações Unidas contra o país. A suspensão das sanções é precondição para que o Iraque possa voltar a exportar petróleo, com cuja venda os EUA pretendem financiar a reconstrução do país.

As sanções foram impostas, porém, com base na suposição de que o Iraque possuía armas de destruição em massa. Estas não foram até agora encontradas no país. Em declaração ao semanário alemão Der Spiegel, Hans Blix defendeu o restabelecimento imediato dos controles a cargo dos inspetores da ONU, a quem ele chefia. Os EUA vêm insistindo em que seus soldados prossigam na busca de armas químicas, que eles esperam encontrar.

Fim da guerra depende de decisão militar

Segundo o comando central das tropas norte-americanas, o fim da guerra do Iraque depende apenas da decisão do general Tommy Franks. De resto, apesar da deposição do ditador Saddam Hussein e da relativa calma no país, ainda não se pode falar num fim dos conflitos militares. Franks visitou Bagdá pela primeira vez na quarta-feira, uma semana após a tomada da capital.

Os Estados Unidos ofereceram à Dinamarca, parceira na coalizão militar que derrubou Saddam Hussein, o comando do quartel-general de uma tropa internacional de estabilização no Iraque. O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, vai decidir na próxima semana se seu país aceita a missão.

O difícil recomeço

Prostest gegen die Nachkriegskonferenz in Nassirijah

Houve protestos contra a conferência em Nassiriya

A primeira conferência sobre o futuro do Iraque reuniu na terça-feira (15/04) em Ur, nas proximidades de Nassiriya, cerca de 60 políticos iraquianos que viviam no exílio, bem como líderes religiosos. O encontro foi coordenado pelo general de reserva americano Jay Garner, que estará à frente do processo de reconstrução do Iraque, e pelo encarregado especial Zalmay Khalilzad. A conferência prossegue na próxima semana.

O principal grupo oposicionista, o Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque, sediado no Irã, boicotou a conferência alegando temores de que os EUA queiram controlar o país mesmo depois de encerrada a guerra.

Redução da presença militar

Os aliados estão diminuindo progressivamente sua presença militar no Golfo Pérsico. A Marinha dos EUA confirmou que dois porta-aviões vão deixar a região ainda nesta semana. Os 1200 soldados enviados para a Turquia também vão deixar o país. Os britânicos anunciaram igualmente a retirada de vários aviões do tipo Tornado e a redução das tropas.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) decidiu na quarta-feira, em Bruxelas, suspender sua atuação na Turquia para a proteção do país.

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OBSERVAÇÃO:
Os dados sobre movimentos das tropas, vítimas e danos materiais baseiam-se predominantemente em informações fornecidas pelas partes conflitantes, não sendo possível via de regra uma averiguação independente.
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