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Mundo

Líderes apostam em solução para a Ucrânia na cúpula de Minsk

Merkel, Hollande, Putin e Poroshenko participam de negociações cruciais em Belarus. Em meio à escalada de violência no leste ucraniano, políticos apelam por solução diplomática. EUA consideram fornecer armas a Kiev.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, e os presidentes russo, Vladimir Putin, ucraniano, Petro Proshenko, e francês, François Hollande, reúnem-se nesta quarta-feira (11/02) em Minsk para conversas decisivas sobre o conflito no leste da Ucrânia. Se as negociações não avançarem, novas sanções da União Europeia (UE) estão previstas, e os Estados Unidos podem decidir fornecer armas aos militares ucranianos.

Na véspera do encontro na capital de Belarus, tanto Washington quanto Moscou afirmaram ter havido uma conversa telefônica entre Putin e o presidente Barack Obama.

De acordo com Washington, Obama "sublinhou a importância de Putin aproveitar a oportunidade das discussões em curso entre Rússia, França, Alemanha e Ucrânia para alcançar uma resolução pacífica". Obama advertiu que, se a Rússia levar adiante seus "atos agressivos" na Ucrânia, os "custos" para Moscou ficariam mais altos.

O Kremlin, por sua vez, disse que os dois líderes concordaram sobre a necessidade de uma solução política para o conflito "interno" ucraniano.

Negociadores da Ucrânia, e representantes dos separatistas do leste do país, da Rússia e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) reuniram-se durante cerca de duas horas em Minsk nesta terça-feira. O encontro resultou em poucos avanços.

"É muito cedo para falar sobre um cessar-fogo", disse Denis Pushilin, um membro da delegação dos separatistas. Ele acrescentou que os separatistas haviam apresentado propostas para um acordo, das quais não deu detalhes, e estavam esperando uma resposta.

Assistir ao vídeo 02:13

Aumenta número de deslocados na Ucrânia

Enquanto as negociações tinham curso em Belarus, combates intensos tiveram lugar no leste da Ucrânia. Houve relatos de confrontos em Mariupol, Kramatorsk e Debaltseve. Sete soldados ucranianos, sete separatistas e 23 civis morreram.

Também nesta terça-feira, o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, apelou a todos os envolvidos para que ajam com contenção enquanto os diplomatas trabalham. "Não seria a primeira vez que um ato de sabotagem política destrói todas as esperanças de um cessar-fogo", disse. "Por isso, espero que nenhuma parte do conflito conduza as coisas a um ponto em que uma explosão da violência coloque [as negociações em] Minsk em questão."

Hollande, que surpreendentemente viajou ao Kremlin com Merkel na semana passada, manifestou "forte desejo" de chegar a um acordo de paz. "Eu e a chanceler atuaremos até o último momento deste encontro [em Minsk], de modo que haja um acordo", disse.

Em meio às negociações sobre o conflito ucraniano, Merkel também viajou aos EUA e ao Canadá na última semana. Em Washington e em Ottawa, ela apelou por uma solução diplomática, questionando a possibilidade de uma solução militar e o fato de os EUA estarem considerando fornecer armas aos militares ucranianos.

LPF/afp/dpa/rtr

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