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Mundo

Líderes árabes discutem crise no Iêmen

Durante cúpula da Liga Árabe, no Egito, governantes afirmam que agitações e radicalismo ameaçam estabilidade na região. Ataques aéreos contra xiitas houthis no Iêmen continuam, enquanto número de mortes passa de 60.

O atual conflito no Iêmen foi o principal tema das discussões neste sábado (28/03), primeiro dia da cúpula anual da Liga Árabe, realizada na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, no Egito. Os líderes afirmaram que agitações e radicalismo na região são uma grave ameaça à estabilidade dos países.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, voltou a sugerir a criação de uma força militar pan-árabe para coibir a militância rebelde na região. Uma resolução com possíveis medidas a ser implementadas pelos países continuará sendo discutida neste domingo.

"Eu vim do sangrento Iêmen para esta cúpula. Nenhum de vocês pode imaginar o que eu enfrentei de dificuldade e o que precisei passar para chegar até aqui", afirmou o presidente iemenita, Abd Rabbuh Mansur al-Hadi.

Pressionado pelas milícias xiitas houthis que se aproximavam da cidade de Aden, de onde vinha governando desde que os rebeldes tomaram o poder na capital Sanaa, o presidente

fugiu na quinta-feira passada

para a Arábia Saudita.

"A agressão dos houthis oferece uma grande ameaça à segurança na região", declarou o rei saudita, Salman bin Abdulaziz al-Saud, ressaltando que os ataques aéreos realizados pela coalizão árabe no Iêmen vão continuar. Os bombardeios liderados pelos sauditas têm como alvo bases dos houthis.

"Eu pedi que esta operação continuasse até que este bando se renda e deixe todos os lugares que ocupa em todas as províncias", disse Hadi. Ele conta com o apoio da maioria dos países da região governada por sunitas, que temem que uma eventual queda do presidente iemenita abra mais espaço na região aos xiitas do Irã, que estariam apoiando os houthis.

arabische Liga Konferenz in Ägypten

Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi (d) recebe o presidente do Iêmen, Abd Rabbuh Mansur al-Hadi

Evacuação de estrangeiros

A Marinha da Arábia Saudita evacuou os diplomatas estrangeiros que estavam no Iêmen e as Nações Unidas retiraram seu pessoal no país neste sábado após uma terceira noite de bombardeios aéreos em território iemenita.

Os 86 diplomatas foram retirados da cidade portuária de Aden e levados pelo Mar Vermelho para Jeddah, na Arábia Saudita. Cerca de 100 funcionários da ONU também deixaram a capital Sanaa. Dezenas de estrangeiros que trabalham em petroleiras internacionais e ONGs fugiram de avião para a Etiópia e o Djibuti.

Moradores relataram violentos confrontos entre os houthis e combatentes tribais sunitas no sul do Iêmen, enquanto a ofensiva aérea tenta barrar as investidas militares dos xiitas em Aden. Segundo o diretor-geral do Ministério da Saúde do Iêmen, Al-Khader Laswar, mais de 62 pessoas foram mortas e 452 ficaram feridas em combates em Aden de quarta-feira para cá.

Mesmo com os ataques aéreos, os houthis continuaram avançando em algumas partes do Iêmen. Na sexta-feira, a milícia rebelde conseguiu abrir caminho até o Mar Árabe, tomando a cidade de Shaqra, a 100 quilômetros de Aden.

Planejados para durar um mês, os ataques da coalizão árabe poderão se estender para cinco ou seis, afirmou uma fonte diplomática citada pela agência de notícias Reuters. Segundo a mesma fonte, imagens de satélite mostraram que em janeiro os houthis haviam posicionado mísseis Scud de longo alcance no norte do Iêmen, perto da fronteira com a Arábia Saudita, voltados para o território vizinho. O Irã estaria por trás da ação, acusa.

Após o início da ofensiva árabe, Teerã declarou que os ataques ameaçam a soberania do Iêmen e pediu que eles sejam encerrados "imediatamente", segundo declarações do ministro iraniano do Exterior, Mohammed Javad Zarif.

MSB/rtr/dpa/afp

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