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Mundo

Líder supremo do Irã acusa EUA de tornarem o Golfo Pérsico "inseguro"

Aiatolá Ali Khamenei diz que os Estados Unidos perseguem apenas os interesses próprios e desestabilizam a região. Conflito no Iêmen aumenta a tensão entre países sunitas e xiitas no Oriente Médio.

O líder supremo do Irã acusou neste sábado (16/05) os Estados Unidos de tornar a região "insegura" ao perseguir seus interesses no Golfo Pérsico. O comentário do aiatolá Ali Khamenei veio depois que forças iranianas apreenderam um navio e dispararam contra outro nas águas do Golfo.

"Qual é o negócio dos EUA?", questionou Khamenei. "Os EUA estão atrás de seus próprios interesses e farão com que a região fique insegura. Nós somos vizinhos: a segurança do Golfo Pérsico é do nosso interesse. Se ele for seguro, nós nos beneficiamos. Se não for seguro, ele será inseguro a todos."

O Golfo Pérsico é uma importante rota utilizada por navios que transportam milhões de barris de petróleo para diferentes partes do mundo.

Dirigindo-se a autoridades iranianas e diplomatas num evento em Teerã, o aiatolá disse que "Iêmen, Bahrein e a Palestina são oprimidos e nós protegemos pessoas oprimidas o tanto quanto pudermos".

O líder supremo acusou que qualquer um que trouxer sofrimento às famílias iemenitas, presas no meio do conflito entre rebeldes e forças lideradas pelo governo saudita, é alguém "pior que os antigos pagãos de Meca".

No início desta semana, o Irã enviou um navio cargueiro ao Iêmen, afirmando que a embarcação continha ajuda humanitária para o país devastado pela guerra, mas o gesto aumentou a tensão em Aden, o que levou o Exército da Arábia Saudita a inspecionar todos os navios que chegassem ao porto, aumentando assim as chances de um impasse com a flotilha iraniana.

Obama apóia os países árabes sunitas

Os comentários do aiatolá vieram no contexto de uma reunião do presidente dos EUA, Barack Obama, com líderes do Golfo Pérsico, que expressaram preocupação com o Irã expandindo sua influência no Oriente Médio.

Países sunitas, incluindo Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, e os EUA acusam Teerã de apoiar o grupo rebelde xiita houthi no Iêmen, onde uma coalizão liderada pelos sauditas lança ataques aéreos para devolver o controle governamental ao presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi. Além disso, Teerã tem sido crítico em relação ao apoio da Arábia Saudita ao Bahrein, onde governantes sunitas reprimem a maioria xiita.

O discurso de Khamenei vem num momento em que o Irã está negociando com cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia) e com a Alemanha um acordo fundamental sobre a limitação de seu programa nuclear em troca de um relaxamento das sanções econômicas impostas ao país.

PV/rtr/ap

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