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Mundo

Líder religioso do Hisbolá justifica luta contra Israel

Em entrevista à DW-WORLD, o líder espiritual do Hisbolá, xeque Mohammed Hussein Fadlallah, defende diálogo entre religiões, mas também sustenta luta contra Israel.

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O xeque Mohammed Hussein Fadlallah, líder religioso do grupo islâmico libanês Hisbolá

O xeque Mohammed Hussein Fadlallah não é apenas conhecido como líder espiritual do grupo islâmico Hisbolá. Também está no topo da lista de teólogos xiitas. As palavras de Fadlallah atingem bem mais de 1,2 milhão de xiitas libaneses; ultrapassam as fronteiras do país e também pesam fora do contexto teológico.

Fadlallah, de 72 anos, é co-fundador do Hisbolá (em árabe, "Partido de Deus"). Até os dias atuais, defende todas as ações militares da facção islâmica contra o que chama de "qualquer agressão vinda de Israel".

Religioso condena terrorismo islâmico

Por outro lado, o líder religioso dos xiitas libaneses condena o terrorismo internacional praticado por grupos extremistas como a Al Qaeda, de orientação sunita. "Há grupos extremistas islâmicos que não compreendem os textos religiosos. Tentam atingir seus objetivos por meio da violência contra os que pensam de maneira diferente", explica Fadlallah à DW-WORLD.

"A violência se volta até contra os muçulmanos. Vemos isso em algumas organizações terroristas radicais. Há 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo e a maioria deles é contra esse tipo de violência. Esses grupos representam apenas uma pequena parte da realidade islâmica", afirma.

Libanon Rainer Sollich und Loay Mudhoon im Interview mit Scheich Fadlallah in Beirut

O xeque Fadlallah em entrevista à DW-WORLD

Segundo Fadlallah, a Europa também tem muito poucos muçulmanos com tendências radicais. Durante a entrevista, ele pediu a todos os seguidores do islã que se portassem como bons cidadãos e bons muçulmanos, respeitando o direito acima de tudo: "Em todas as nossas mensagens e fatwas [decretos religiosos] dirigidas aos muçulmanos do Ocidente, destacamos que eles não podem comprometer a ordem e a segurança dos países em que vivem", disse.

"Eles precisam se abrir para as sociedades que os acolhem. Ao mesmo tempo, eles deveriam manter compromisso com o islã - o que não faz mal à ordem".

Abuso do islã

Os extremistas islâmicos interpretam erroneamente a cultura abrangente e humanista do islã, afirma Fadlallah. Por essa razão, a Europa deveria tratar esses grupos de maneira conseqüente, como faz com grupos de extrema direita e esquerda no Ocidente.

O chefe espiritual xiita faz questão de dizer que o islã não justifica guerras e ofensivas; na visão de Fadlallah, essa religião permite apenas ações militares em defesa própria.

Nesse contexto, no entanto, Fadlallah acredita que a luta armada contra Israel seja válida, já que os vizinhos haviam ocupado território árabe. Até alguns ataques suicidas seriam legítimos - sob uma condição: se forem perpetrados apenas contra soldados, não civis.

"Aqui, dizemos que não é permitido atacar crianças, mulheres, idosos ou civis em geral. A não ser em casos de necessidade extrema, como também acontece em guerras lideradas por países civilizados".

Sem reconciliação com Israel

Fadlallah mostra uma distância cuidadosa com o conceito de violência do Hisbolá. Entretanto, em suas declarações oficiais, o líder xiita sempre condena, de maneira resoluta, a influência israelense e norte-americana no Líbano e no Oriente Médio.

Para os jornalistas alemães, ele prefere passar outra mensagem: "Lutamos pelo diálogo das culturas, pelo diálogo no âmbito religioso e secular, e também pelo diálogo inter-religioso. Porque acreditamos que o diálogo seja a única ferramenta humana e civilizacional para o entendimento dos povos e para alcançar a paz."

Fadlallah não deu nenhuma resposta sobre as circunstâncias desse diálogo e dessa paz com Israel.

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