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Mundo

Líder oposicionista venezuelana é acusada de complô para matar Maduro

Ex-deputada venezuelana María Corina Machado rejeitou todas as imputações de participar de um complô para assassinar o presidente venezuelano. EUA acusam Caracas de querer silenciar a oposição.

Maria Corina Machado

María Corina Machado: "Todas as acusações e supostas provas são falsas."

A Procuradoria-Geral venezuelana acusou, nesta quarta-feira (03/11), a líder oposicionista María Corina Machado de participar em conspiração para assassinar o presidente Nicolás Maduro.

Segundo a lei venezuelana, a ex-deputada poderá pegar até 16 anos de prisão. Ela foi uma das figuras mais importantes do movimento que ficou conhecido como "La Salida" (A saída), juntamente com o líder oposicionista Leopoldo López, preso desde fevereiro sob a acusação de incitar protestos violentos.

Machado rejeitou veementemente as acusações. Após deixar o escritório do procurador-geral onde foi interrogada, declarou: "Hoje, eles me acusaram de crime de conspiração. Todas as acusações e supostas provas são falsas."

Em reação, os Estados Unidos denunciaram medidas de Caracas para "silenciar e castigar" seus opositores políticos. "Estamos profundamente preocupados com o que parece ser um esforço contínuo do governo da Venezuela para intimidar seus opositores políticos através do abuso do processo legal", declarou em comunicado Marie Harf, porta-voz do Departamento de Estado americano.

Maduro sob pressão

A Procuradoria-Geral acusa Machado e outros opositores, em sua maioria refugiados nos EUA, de haver trocado vários e-mails em que discutiam uma forma de matar o presidente esquerdista. As autoridades venezuelanas anunciaram a investigação em março último, afirmando estar-se formando um complô contra Maduro e outros membros do governo. Além dos e-mails, as autoridades não apresentaram publicamente nenhum outro indício.

Thomas Arias, um dos advogados de María Corina Machado, informou que a defesa pediu provas específicas de alguma ligação de Machado com um "suposto complô", porém as autoridades venezuelanas não deram resposta. Todos os acusados afirmam que as imputações são politicamente motivadas, e apontam que a empresa Google desmentiu a autenticidade dos e-mails.

Diante da abalada economia venezuelana, Maduro, que sucedeu a Hugo Chávez no ano passado, está sob forte pressão política, tendo feito frequentes denúncias de complôs contra ele.

CA/dpa/ap/afp

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