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Mundo

Líder liberal pede desculpa a judeus

Depois de três semanas de discussão na Alemanha, foram atendidas só parcialmente as exigências para encerrar a luta pelo poder no Partido Liberal (FDP) e a contenda entre a legenda e o Conselho Central dos Judeus.

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Jürgen Möllemann (à direita de Guido Westerwelle): "Peço desculpa se ofendi os sentimentos judeus"

O vice-presidente dos liberais, deputado Jürgen Mölleman, pediu desculpa aos judeus, nesta quinta-feira (6), por ter dito que o vice-presidente do Conselho, Michel Friedman, é co-responsável pelo aumento do ressentimento anti-semita com suas declarações em defesa da Israel no conflito com os palestinos. O Conselho Central dos Judeus retirou, todavia, a sua oferta de conversações com o vice-presidente dos liberais porque Möllemann esclareceu mais tarde que o seu pedido de desculpa não inclui Friedman.

Neu FDP-Mitglied Jamal Karsli mit Möllemann

Jamal Karsli (à direita de Möllemann): Israel usa métodos nazistas e mídia internacional faz lobby sionista

Enquanto Möllemann fazia o pedido parcial de desculpa, o deputado estadual Jamal Karsli, acusado de anti-semitismo, anunciava a sua saída da bancada dos liberais no estado da Renânia do Norte-Vestfália. Assim Karsli atendeu o ultimato feito na véspera pelo presidente nacional do FDP, Guido Westerwelle, para que ele fosse afastado da bancada estadual até segunda-feira (10). Caso contrário, o presidente dos liberais encerraria a sua cooperação bilateral com o seu vice. Westerwelle queria também que Möllemann fizesse o pedido de desculpa exigido pelo Conselho Central dos Judeus.

Karsli, de origem síria e recém-desligado do Partido Verde, vinha sofrendo pressões de todos os lados desde que acusou Israel de usar métodos nazistas no conflito com os palestinos e a mídia internacional de fazer lobby sionista. Por isso ele teve que retirar há dias o seu requerimento de filiação ao FDP.

Ofensa ao sentimento judeu?

Möllemann disse no Parlamento estadual, em Düsseldorf, na manhã desta quinta-feira (6) que pedia desculpa se ofendeu o sentimento dos judeus com suas declarações. Ele rejeitou, ao mesmo tempo, como inaceitáveis as acusações de que estaria explorando o anti-semitismo como tema eleitoral com o propósito alcançar a meta estabelecida pelo partido de 18% dos votos na eleição do novo Parlamento em setembro e com isso poder voltar ao poder por meio de uma coalizão.

Judeu bate na mão estendida?

Poucas horas após o gesto de reconciliação, Möllemann esclareceu: "O meu pedido de desculpa foi para os cidadãos judeus, mas não para Friedman. "Eu não gosto de gente que bate quando se estende a mão." E xingou o jornalista judeu de arrogante, agressivo e insuportável.

Além da arenga pessoal com o vice-presidente do Conselho Central dos Judeus, Möllemann apoiava o deputado Karsli e recusou insistentes exigências da cúpula dos liberais para afastar o deputado da bancada. Com a sua aparente decisão pessoal de bater em retirada, Karsli encerrou também a luta pelo poder entre o presidente e o vice-presidente do FDP, fazendo valer a vontade de Westerwelle.

Relações especiais com Israel

O Conselho Central dos Judeus, que havia recusado repetidas vezes uma oferta de "conversa esclarecedora do presidente do FDP, enquanto o vice não pedisse desculpa", considerou que o pedido feito agora abria caminho para conversações claras com os liberais, mas mudou de posição depois que Friedman foi excluído do pedido de desculpa.

A contenda entre os líderes liberais e judeus envolveu todos os partidos políticos alemães e levou o presidente do FDP, Westerwelle, e o ministro de Relações Exteriores, Joschka Fischer, a pedir desculpa ao governo israelense, pessoalmente, em Israel, em virtude das relações especiais e históricas. A criação do Estado judeu em 1948 foi uma conseqüência do extermínio de seis milhões de judeus na Europa pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Por causa da contenda, houve um debate especial sobre o anti-semitismo no Parlamento em Berlim na quarta-feira, em que oradores de vários partidos acusaram o Partido Liberal de querer ganhar votos a qualquer custo. Todos lembraram também a responsabilidade especial da Alemanha com Israel. A propósito, o ex-presidente da União Democrata-Cristã (CDU) Wokfgang Schäuble, observou ser "muito especial que depois de Hitler e Auschwitz ainda haja judeus na Alemanha."

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