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Mundo

Líder de grupo terrorista preso em Munique

Foi preso em Munique um suposto líder do grupo terrorista Ansar Al Islã, que Washington acusa ser o elo entre a Al Qaeda e o ex-presidente Saddam Hussein.

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Mohammed teria enviado dúzias de terroristas suicidas ao Iraque

O iraquiano Mohammed L., de 29 anos, é suspeito de ter arregimentado dúzias de terroristas suicidas e os introduzido no Iraque nos últimos meses. Ele foi detido na terça-feira (2), na estação ferroviária central de Munique, tendo seu mandado de prisão aprovado nesta quinta-feira (4). O procurador geral August Stern confirmou a realização de buscas policiais em vários apartamentos e a apreensão de provas materiais. Na véspera, o jornal Süddeutsche Zeitung havia noticiado um desmantelamento da célula do grupo Ansar Al Islã ("apoiadores do islã") na Alemanha.

O Ansar Al Islã é tido como um dos grupos terroristas mais perigosos que agem contra as forças de ocupação dos Estados Unidos a partir do norte do Iraque. Cerca de cem integrantes deles vivem na Alemanha, sendo 20 na Baviera, segundo o serviço secreto bávaro. A organização foi fundada em setembro de 2001 no Iraque, devendo contar agora com aproximadamente mil partidários de diversos grupos dissidentes. O líder máximo do Ansar Al Islã é o mulá Krekar, um iraquiano que vive na Noruega como requerente de asilo.

Antes da guerra no Iraque, 600 combatentes armados de Krekar controlavam uma pequena região no sul do território destinado à minoria curda no Iraque, depois da Guerra do Golfo. Ansar Al Islã teria abrigado combatentes da Al Qaeda de Osama Bin Laden. O seu líder preso agora em Munique é acusado de ter introduzido estrangeiros ilegalmente na Alemanha, mas a sua tarefa prioritária era contrabandear terroristas suicidas para o Iraque.

Confirmando o perigo - O presidente do Departamento de Polícia Federal, Ulrich Kersten, vê confirmadas as suas suspeitas do perigo que o terrorismo islâmico representa na Alemanha. "Nós temos uma grave ameaça também neste país", disse ele, em Wiesbaden, acrescentando que as prisões feitas até agora não significam que todos os radicais islâmicos foram descobertos.

Existe uma rede de grupos radicais islâmicos com ligações entre si na Alemanha e no exterior, disse Kersten, acrescentando que nem todos são dirigidos pela Al Qaeda, mas que surgiram e se multiplicam sob a ideologia da organização de Bin Laden.

Limitação legal - Depois da prisão de Mohammed L. surgiram críticas sobre a limitação legal no combate ao terrorismo. A associação dos policiais exigiu a introdução de uma regra no combate ao extremismo islâmico pela qual um réu tenha a sua pena atenuada se colaborar com a Justiça na elucidação de outros crimes.

A categoria quer também a criação de um programa para incentivar pessoas a deixarem grupos de extremistas, bem como a instalação de um serviço de telefone para receber denúncias anônimas. Estas duas últimas medidas já funcionaram no combate ao extremismo de direita na Alemanha.

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