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Alemanha

Líder de extrema direita holandês participa de marcha do Pegida

Geert Wilders critica políticos e mídia durante discurso em Dresden. Apesar do convidado, movimento atrai poucos participantes. Pegida vem perdendo força nos últimos meses.

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Wilders discursou para o Pegida

A marcha do movimento Pegida (sigla em alemão para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente") em Dresden contou nesta segunda-feira (13/04) com a presença do político holandês de extrema direita Geert Wilders, líder do Partido para a Liberdade (PVV). Mas, mesmo com o convidado, o número de participantes no evento ficou bem abaixo dos 30 mil esperados pelos organizadores.

Durante seu discurso, feito em alemão, Wilders criticou a maioria dos políticos e meios de comunicação, que, segundo ele, fechariam seus olhos aos perigos da islamização. O líder do PVV chamou os integrantes do Pegida de "heróis", pois eles defendem a "cultura ocidental".

Além disso, o líder eurocético e anti-imigrantes fez críticas à chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, por sua declaração de que o islã faz parte do país, afirmando que a líder alemã está errada.

Wilders disse ainda que refugiados sírios deveriam ser alocados em segurança na sua própria região. "Nem todos muçulmanos são terroristas, mas a maioria dos terroristas é muçulmana", afirmou.

Em queda

O holandês foi convidado para participar da série de palestras especiais programadas para 23ª marcha do Pegida, em uma tentativa dos organizadores de recuperar a força do movimento, que a cada semana diminui.

O esforço, porém, foi em vão. Cerca de 8 mil pessoas estiveram presentes no evento, aumento pouco significativo em relação à semana anterior, que atraiu cerca de 7,1 mil participantes. Além disso, alegando motivos organizacionais, a marcha da próxima segunda-feira foi cancelada pelos líderes do Pegida.

Enquanto isso, os protestos paralelos de críticos ao Pegida atraíram, segundo a polícia, cerca de 3 mil pessoas. Entre elas, o presidente do Partido Verde Cem Özdemir e a líder de A Esquerda Katja Kipping.

No seu auge, no início do ano, o Pegida chegou a atrair 25 mil pessoas. As marchas de segundas-feiras são consideradas um indicador importante para o futuro do movimento crítico a refugiados.

CN/dpa/epd/rtr

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