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Mundo

Líder de extrema-direita é assassinado na Holanda

A nove dias das eleições parlamentares, país sofre o primeiro assassinato político de sua história. Fortuyn encabeçava lista de direitistas radicais com perspectiva de fazer mais de 20 deputados.

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Médicos ainda tentaram salvar a vida do extremista no estacionamento da rádio em Hilversum

O líder extremista de direita Pim Fortuyn foi assassinado no início da noite desta segunda-feira ao sair de uma estação de rádio em Hilversum, na qual acabara de gravar uma entrevista. O político de 54 anos morreu ainda no estacionamento, após ser atingido por pelo menos quatro tiros na cabeça, no pescoço e no peito e apesar do socorro quase imediato de um médico.

Pouco após o crime, a Polícia deteve um suspeito de ser o assassino. Trata-se de um holandês branco, que se nega a responder qualquer pergunta. Em Haia, centenas de simpatizantes da extrema-direita invadiram a garagem do parlamento holandês, carregando fotos de Fortuyn, e incendiaram carros. O tumulto obrigou o primeiro-ministro Wim Kok a cancelar uma reunião de emergência de seu gabinete que convocara exatamente para discutir o momento político do país.

Todos os partidos suspenderam imediatamente a campanha eleitoral. Ainda não se sabe se o pleito será mantido para 15 de maio. Uma manifestação anti-racismo, marcada para domingo em Roterdã, foi cancelada pelos organizadores, que pretendiam protestar contra as bandeiras xenófobas de Fortuyn. Da mesma forma, o primeiro-ministro britânico adiou a visita que faria à Holanda nesta terça-feira, onde participaria de um comício do Partido Trabalhista holandês.

Tony Blair condenou o assassinato: "Não importa o ressentimento que um político possa provocar. Só existe um lugar para se dar a devida resposta a ele: as urnas."

Do nada à terceira força do país

Há dias, Fortuyn vinha denunciando estar sendo ameaçado, informando a Polícia de cada telefonema suspeito recebido. Segundo o amigo Harry Mens, a princípio o extremista não levara muito a sério as ameaças, mas ultimamente já temia voltar para casa e decidira que passaria esta noite num hotel.

Pim Fortuyn niedergeschossen

Fortuyn combatia a imigração e criticava duramente o islamismo

Fortuyn entrou para a política há somente um ano, assumindo posições de direita, especialmente críticas à política liberal de imigração. No início de março, o ex-professor de Sociologia surpreendeu ao eleger-se para a Câmara Municipal de Roterdã. As pesquisas apontavam que a lista de candidatos encabeçada por Fortuyn poderia se tornar a terceira maior força política do país e eleger de 20 a 26 deputados no pleito federal, marcado para 15 de maio. O parlamento holandês tem 150 cadeiras.

Muitos vêem com simpatia as críticas do direitista às políticas de saúde, educação e segurança do governo social-liberal holandês. Seus ataques ao islamismo, porém, estimularam a resistência a seu crescimento. Colaboradores de Fortuyn acusam os adversários de terem injustamente pintado-o como o diabo. Segundo eles, seu líder se diferenciava de outros líderes da extrema direita da Europa por jamais haver pregado o ódio, tendo apresentado sempre propostas de solução para os problemas.

Fortuyn entra para a história holandesa como primeira vítima fatal de um atentado por razões políticas. Os casos mais graves até hoje haviam sido um ovo jogado contra o ex-primeiro-ministro democrata-cristão Ruud Lubbers e um cuspe no rosto do ex-chefe de governo social-democrata Joop den Uyl.

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