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América Latina

Líder da oposição encerra greve de fome na Venezuela

Preso desde o ano passado, Leopoldo López anuncia fim do protesto após anúncio de eleições parlamentares para dezembro. Oposicionistas manterão pressão para que os presos políticos sejam libertados.

Leopoldo López, líder da oposição na Venezuela, encerrou nesta terça-feira (23/06) a greve de fome, iniciada há um mês, um dia após ter uma de suas exigências atendidas pelo governo. Entre os pedidos do político, que se encontra preso, estava o estabelecimento de uma data para as eleições parlamentares no país.

Nesta segunda-feira, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que

o sufrágio ocorrerá no dia 6 de dezembro

. Pesquisas de opinião apontam a oposição como favorita na corrida eleitoral.

"Realizamos este protesto não para morrer, mas para que todos os venezuelanos possam viver dignamente. Obtivemos avanços, mas ainda há um caminho a ser percorrido na luta pela conquista da democracia", declarou López por meio de uma carta lida pela esposa, Lilian Tintori, a dezenas de jovens que também participaram do jejum.

Preso desde o ano passado, o oposicionista de 44 anos perdeu mais de 15 quilos durante o protesto. Em sua conta no Twitter, ele disse estar agradecido a todos os venezuelanos e a todas as instituições "preocupadas" com a saúde dos manifestantes. "Vou me recuperar e continuar lutando por uma Venezuela melhor", destacou López, detido no presídio militar de Ramo Verde, na cidade de Los Teques.

Juntamente com López, o ex-prefeito do município de San Cristóbal Daniel Ceballos também participou da greve de fome. Ele pedia ainda a libertação dos por ele considerados "presos políticos" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A oposição e algumas ONGs afirmam que existem dezenas de presos políticos na Venezuela, enquanto Maduro afirma tratar-se de "políticos presos", fazendo referência ao termo usado pelo ex-presidente Hugo Chávez. Apesar da pressão para que eles sejam soltos, Maduro insiste que a justiça na Venezuela é autônoma, e que os detidos são criminosos, acusados de tentar desestabilizar o país.

MSB/rtr/efe/dpa

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