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Mundo

Líder alemão tenta desfazer irritações em Israel

O presidente israelense, Mosche Katzav, manifestou preocupação com o crescente anti-semitismo na Europa, após receber, em Jerusalém, o presidente do Partido Liberal da Alemanha (FDP), Guido Westerwelle.

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Presidente do Partido Liberal alemão, Guido Westerwelle.

Westerwelle foi a Israel exatamente tentar desfazer as irritações por causa de uma contenda dos liberais alemães com o Conselho Central dos Judeus. Os dois lados trocam acusações de estimularem o ressentimento anti-semita com suas declarações. O presidente israelense disse que os Estados europeus têm o direito de criticar a política do seu país, mas não se justifica que alguém mostre compreensão por manifestações ostensivas aos judeus. "Anti-semitismo é totalmente irresponsável", disse Katzav.

Sob fogo cruzado de críticas em seu país, o líder dos liberais alemães conversou em Israel com os ministros da Defesa, Benjamin Ben Elieser, e de Relações Exteriores, Shimon Peres. Também visitou o memorial do Holocausto Jad Vaschem, após o que encontrou-se com o primeiro-ministro Ariel Sharon. No livro de visitantes do memorial que lembra os seis milhões de judeus exterminados pela Alemanha nazista na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial, o jovem político alemão Westerwelle escreveu: "A história não termina com uma nova geração. Nós permanecemos responsáveis por ela. A dignidade humana e inviolável". Ele quer encontrar o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, nesta terça-feira (29) e, no dia seguinte, o presidente do Egito, Osni Mubarak, no Cairo.

Enquanto isso na Alemanha, o chanceler federal Gerhard Schröder acusou o Partido Liberal de prejudicar a imagem internacional da Alemanha com a sua contenda com o Conselho Central dos Judeus. O chefe de governo avisou os liberais que "jogo com a xenofobia e o anti-semitismo é inaceitável" e manifestou a esperança de que a discussão seja encerrada rápido e de uma vez por todas. O ministro de Relações Exteriores, Joschka Fischer, do Partido Verde, também fez graves acusações aos liberais. Ele disse que o presidente da legenda, Westerwelle, e o seu vice, Jürgen Möllemann estão fazendo uso da pior mistura (xenofobia e anti-semitismo) para alcançar a sua meta de 18% de votos na eleição parlamentar de 22 de setembro. Fischer qualificou isso como "um jogo sórdido e perigoso", porque seria uma tentativa de instrumentalizar minorias xenófobas e anti-semitas para melhorar a posição do partido.

Métodos nazistas - O pivô da contenda foi o vice-presidente dos liberais, Möllemann. Primeiramente, ele apoiou a declaração do deputado Jamal Karsli de que Israel usa métodos nazistas no conflito com os palestinos. Depois, acusou o vice-presidente do Conselho central dos Judeus, Michel Friedmann, de estimular o ressentimento anti-semita com a sua conduta. Pressionado por todos os lados, Karsli, que havia deixado o Partido Verde, retirou o seu pedido de filiação ao Partido Liberal, mas continuou cooperando com a bancada liberal. Möllemann propôs uma "conversa para esclarecimentos" com o presidente do Conselho Central dos Judeus, Paul Spiegel, mas este rejeitou um encontro enquanto ele não retirasse a acusação contra Friedmann.

Möllemann se recusou a retirar a acusação e botou mais gasolina na fogueira, escrevendo num artigo de jornal que o crescimento da direita nas últimas eleições na Europa seria "a emancipação dos democratas". Governos de centro-esquerda em toda a Europa teriam sido derrotados nas urnas (Áustria, Itália, França e Holanda), segundo ele, porque não resolveram de fato problemas das pessoas. Möllemann destacou que isso começou na Áustria com o populista de direita Jörg Haider.