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Mundo

Líbia rejeita operação militar da UE no Mediterrâneo

Governo em Tobruk afirma que operação militar em território líbio violaria fronteiras e soberania do país, mas se mostra disposto a colaborar na luta contra o tráfico de pessoas.

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Navios alemães Berlim e Hessen, que devem participar da operação europeia no Mar Mediterrâneo

O governo da Líbia rejeitou nesta terça-feira (19/05) a

operação militar da União Europeia (UE)

de combate ao tráfico de pessoas no Mar Mediterrâneo, afirmando ser inaceitável a violação das fronteiras e da soberania do país.

O governo líbio reforçou que uma operação militar dessas proporções só pode ser realizada com a sua cooperação. Um porta-voz afirmou ainda que os planos da União Europeia colocam em risco a segurança de pescadores do país.

"A opção militar para lidar com barcos dentro e fora de águas líbias atenta contra a dignidade humana", afirmou um porta-voz do governo de Tobruk, que é reconhecido internacionalmente. No entanto, o governo manifestou interesse em cooperar com a UE no combate aos traficantes de pessoas.

Desde a queda do ditador Muammar Kadafi, em 2011, o caos tomou conta da Líbia e não foi possível o estabelecimento de um governo de sucessão capaz de unir o país. Atualmente há dois governos: um reconhecido internacionalmente, com sede em Tobruk, e a administração rival, em Trípoli, dominada por grupos islamistas.

A maior parte das embarcações com migrantes africanos parte da região controlada pelo governo de Trípoli. O caos no país também tem sido aproveitado pelo grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI), que busca o controle sobre algumas regiões. O EI é acusado de usar o tráfico humano para conseguir recursos.

Os ministros europeus de Defesa e do Exterior aprovaram nesta segunda-feira uma operação militar que prevê o envio de navios de guerras e aviões para a costa da Líbia, ponto de partida da grande maioria das embarcações abarrotadas de refugiados.

A UE, no entanto, depende da autorização da Líbia ou do Conselho de Segurança da ONU para poder abordar e até mesmo confiscar embarcações em território líbio. O

pedido às Nações Unidas

já foi feito.

CN/afp/dpa

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