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Mundo

Líbia é condenada por terrorismo na Alemanha

Serviço secreto líbio planejou atentado a bomba que matou três pessoas e feriu mais de 200 numa discoteca em Berlim freqüentada por soldados americanos, em 1986.

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Discoteca La Belle após a explosão da bomba na noite de 5 de abril de 1986

Quase 16 anos após o atentado a bomba na discoteca La Belle, em Berlim, o Tribunal de Justiça Regional da capital alemã condenou a Líbia por cumplicidade. Uma alemã, dois palestinos e um líbio foram condenados a penas de 12 a 14 anos de prisão pela execução do ato terrorista em que morreram três pessoas e mais de 200 ficaram feridas. Segundo a sentença, agentes do serviço secreto líbio planejaram o atentado dirigido aos Estados Unidos. A casa noturna na então cidade dividida era freqüentada por soldados americanos. A tragédia ocorrida numa noite de abril de 1986 abalou as relações entre a Alemanha e o regime do líder revolucionário Muammar Kadafi.

A bomba foi levada para a discoteca pela alemã Verena Chanaa, de 42 anos, casada com o alemão de origem palestina Ali Chanaa, de mesma idade. No julgamento que durou quatro anos, ela foi condenada a 14 anos de prisão e ele a 12 anos. O palestino apátrida Yasser Chraidi também pegou pena de 14 anos de prisão. O líbio Musbah Abulgasem, de 44 anos, foi condenado a 12 anos. A irmã de Verena, Andrea Häusler, de 36 anos, foi absolvida por falta de prova. Sobreviventes do atentado, que vivem agora nos EUA e vieram assistir ao julgamento em Berlim, se declaram decepcionados e criticaram as sentenças como muito brandas.

Vingança - O atentado foi um ato de vingança da Líbia contra os Estados Unidos, que tinham afundado dois navios líbios no Mar Mediterrâneo. Após a explosão da bomba na discoteca, o então presidente americano, Ronald Reagan, mandou bombardear cidades líbias. Dois anos depois, em 1988, um avião da Pan-Am foi derrubado sobre Lockerbie, na Escócia, com 270 pessoas à bordo, e a Líbia foi responsabilizada pelo atentado terrorista.

Tensões - A sentença do caso La Belle é a segunda de um tribunal alemão condenando o terror de um Estado estrangeiro. Em 1997, o Irã foi condenado também em Berlim como mandante do assassinato de quatro líderes oposicionistas de etnia curda no restaurante Mykonos da cidade. O atentado gerou tensões diplomáticas não só na Alemanha. Em protesto, a União Européia retirou seus embaixadores de Teerã. Após a eleição do presidente liberal Mohammed Katami, a Alemanha e os demais parceiros europeus começaram a se esforçar por uma normalização de suas relações com o país dos Ayatolás.