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Mundo

Líbano cria restrições à entrada de refugiados sírios

Autoridades libanesas estabelecem seis categorias de vistos de entrada para cidadãos sírios. Refugiados, que já mais de 1 milhão, não são contemplados pelas novas regras.

O Líbano começou a limitar a entrada de sírios em seu território nesta segunda-feira (05/01), na tentativa de conter o fluxo de refugiados da guerra civil no país vizinho.

As restrições limitam drasticamente o período de estada e estabelecem seis categorias de vistos de entrada para cidadãos sírios: turismo, negócios, estudos, tratamento médico, trânsito e estada breve.

Cada um dos vistos exige documentação específica, como reservas de hotel e 1.000 dólares em dinheiro para turistas ou um convite de uma empresa libanesa para fazer negócios no país. As restrições parecem não contemplar as necessidades dos que buscam asilo no Líbano.

Esses vistos são os primeiros na relação entre os dois países, cujos cidadãos sempre atravessaram as fronteiras livremente, desde a independência, nos anos 1940.

Por conta da guerra civil, mais de 3 milhões de sírios já pediram refúgio em países vizinhos, sobretudo no Líbano, na Turquia, na Jordânia e no Iraque. O Líbano é particularmente vulnerável: no país de 4,5 milhões de habitantes, o governo diz que o fluxo de refugiados abalou a economia, os recursos, a infraestrutura e o equilíbrio social.

Autoridades do Líbano estimam que por volta de 1,5 milhão de sírios – cerca de um quarto da população libanesa – estejam no país, que não teria mais capacidade de acolher refugiados. O número oficial registrado pela ONU é de 1,1 milhão. O Líbano tem hoje a maior concentração per capita de refugiados do mundo.

Comerciantes e taxistas do lado libanês da fronteira de Masnaa disseram que milhares de sírios cruzaram o limite dos países neste domingo, antes que as novas regras entrassem em vigor, à meia-noite.

LPF/rtr/ap/lusa

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