Kuranyi pede desculpas, mas técnico não volta atrás | Siga a cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 13.10.2008
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Esporte

Kuranyi pede desculpas, mas técnico não volta atrás

Expulso da seleção alemã, o atacante Kevin Kuranyi admite que errou e pede desculpas, mas diz que atitude foi resultado de anos de frustração. O técnico Joachim Löw permanece impassível e diz que atitude foi irreparável.

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Kevin Kuranyi com a camisa do Schalke: a única que vai vestir por um tempo

O domingo não foi um dia fácil para Kevin Kuranyi. Depois de ter abandonado o estádio no intervalo do jogo entre a Alemanha e a Rússia, irritado por não ter sido relacionado por Joachim Löw para a partida, domingo foi o dia de remoer o erro e, de noite, tomar coragem para ligar para o técnico e pedir desculpas.

Já a segunda-feira (13/10) foi o dia de admitir o erro diante da opinião pública, numa coletiva de imprensa dada no estádio do Schalke, time para o qual joga.

"Foi errado. Eu sei que foi errado, e não tem nada que eu possa dizer para consertar o erro", disse Kuranyi. "Não deveria ter feito isso, mas era uma coisa que estava no meu peito e eu não consegui mais me conter", afirmou, pedindo desculpas a seus companheiros de equipe, "que talvez eu tenha deixado na mão."

Ação tinha conseqüências claras

WM 2010 Qualifikation Deutschland Finnland Löw

Joachim Löw: ação de Kuranyi é irreparável

Mesmo se mostrando arrependido, Kuranyi vai ter que amargar as conseqüências de seu rompante no sábado. O técnico da seleção alemã Joachim Löw reiterou a decisão, anunciada ontem, de não convocar mais o jogador para a seleção alemã. "Eu não posso entender a reação que ele teve. Que um jogador não volte para o hotel com sua equipe, que seu quarto de hotel tenha que ser esvaziado por seus companheiros – para mim as consequências eram claras."

Löw aceitou o pedido de deculpas de Kuranyi, mas disse que isso não afetaria sua decisão – sua atitude durante a partida de sábado foi "irreparável", considerou.

O atacante do Schalke, que tem no currículo 52 partidas e 19 gols com a camisa alemã, reagiu com resignação, dizendo que entendia a decisão de Löw. Mas também não perdeu as esperanças de um futuro na seleção alemã. "Isso tudo está relacionado à performance. O que vai acontecer no futuro é decidido por outras pessoas", considerou.

O jogador de 26 anos afirmou querer se concentrar agora em seu trabalho no Schalke. "Tenho muitas metas que ainda quero alcançar". Na terça-feira, ele volta à rotina de treinos no time de Gelsenkirchen.

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