Kremlin libera documentos sobre morte de Yuri Gagarin | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.04.2011
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Mundo

Kremlin libera documentos sobre morte de Yuri Gagarin

No aniversário de 50 anos do histórico voo de Yuri Gagarin, o Kremlin liberou documentos sobre a misteriosa morte do cosmonauta. Acidente de avião foi causado por uma manobra brusca, dizem investigadores russos.

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Gagarin lutou anos para obter permissão de voo

No aniversário de 50 anos do histórico voo de Yuri Gagarin, o Kremlin liberou documentos, que eram mantidos em segredo, sobre a misteriosa morte do pioneiro espacial soviético. O acidente de avião que o matou quando voava como piloto de testes provavelmente foi causado por uma manobra brusca de Gagarin, ao tentar desviar a aeronave de uma sonda meteorológica.

A queda do avião próximo a Moscou teria sido então um acidente. Isso ocorreu em 1968, sete anos depois da façanha que o tornou famoso mundialmente, em 12 de abril de 1961.

"Tudo leva a crer que o astronauta tentou desviar de uma sonda meteorológica durante um voo de rotina em um MiG-15 em março de 1968", disse o alto funcionário do Kremlin Alexander Stepanov, nesta sexta-feira (08/04) em Moscou. A manobra brusca teria sido a causa mais provável do acidente, conforme leu o funcionário em um dossiê preparado pela comissão de investigação que se ocupou do incidente.

Gagarin caiu com seu copiloto na região Vladimir, a nordeste de Moscou. O acidente foi classificado pelas autoridades soviéticas como segredo de Estado. No aniversário de 50 anos do voo pioneiro do russo, mais de 200 documentos secretos e dossiês foram liberados, afirmou Larissa Uspenskaya, do Arquivo Estatal russo.

Morte cercada de mistério

Flash-Galerie Juri Gagarin Landekapsel

Cápsula em que Gagarin sobrevoou o planeta por 108 minutos, após pouso

A queda de Gagarin é cercada por muitos boatos. Há, entre outras, a tese de um complô da KGB. O envolvimento de uma segunda aeronave no acidente é considerado possível, assim como um problema técnico do avião. Há também especulações de que Gagarin, então com 34 anos, se acidentou por falta de treinamento ou por estar mesmo embriagado. A verdade é que Gagarin lutou por anos para conseguir uma permissão para pilotar uma aeronave. Ele era reverenciado como um herói na União Soviética e, por isso, gozava de proteção especial.

A agência espacial russa Roskosmos afirmou que o escritório de patentes de Moscou registrou como marca o famoso nome do primeiro homem a ir ao espaço. "Sem o consentimento da família, o nome já não pode ser mais usado en um produto ou filme", disse o vice-diretor da Roskosmos, Vitaly Davydov. O pedido foi feito pela filha mais nova do cosmonauta, Galina Gagarina. Juristas de patentes estimam o valor da marca Gagarin em 25 milhões de euros.

Esposa soube da façanha do marido pela vizinha

O presidente russo, Dimitri Medvedev, elogiou a decisão das Nações Unidas, de declarar o dia 12 de abril como o Dia Internacional do Voo Espacial Tripulado. "O voo excepcional e pioneiro de Gagarin abriu um novo capítulo na história da humanidade", disse Medvedev, em Moscou. "A Rússia tem todo o direito de se orgulhar da missão realizada há 50 anos."

Aliás, a esposa de Gagarin, Valentina, soube do voo histórico do marido não pelo Kremlin, mas a partir da vizinha. Isso foi o que revelou a filha mais velha de Gagarin, Elena, ao jornal Izvestia. "Nossa vizinha entrou em casa e disse à minha mãe: "Ei, acho que seu marido esteve no espaço sideral", lembrou Elena Gagarina, que hoje trabalha como diretora dos museus estatais do Kremlin. Na corrida especial entre as superpotências URSS e EUA, a hora exata do voo foi mantida em segredo absoluto.

MD/afp/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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