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Economia

Kombi, os 60 anos de um mito

A Kombi, conhecida como 'Bulli' na Alemanha, completa 60 anos em 2007. A idéia para seu modelo veio de um holandês. Mais do que um carro, o veículo, construído mais de 10 milhões de vezes, virou mito.

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Para muitos, dianteira do modelo lembra um 'carro sorridente'

Para seus legítimos fãs, a Kombi (do alemão Kombinationsfahrzeug, veículo combinado), não é um meio de transporte qualquer. Ela pode até ser considerada um membro da família, com caráter próprio: como, por exemplo, o modelo T2 de 1977, presenteado por Michael Daun, da cidade alemã de Bonn, a sua esposa Sabrina no dia do casamento.

Deutschland VW Bulli

Michael Daun em sua Kombi

Ela conta que foi uma grande surpresa quando o noivo lhe deu o presente ao saírem do cartório, 30 anos atrás. A Kombi, de cor verde, foi usada na lua-de-mel do casal e acompanha a família até os dias atuais.

A fama do veículo que virou mito não só na Alemanha começou nos anos 1960, nas rotas empoeiradas dos hippies para Goa, na Índia, passando por Istambul, Teerã e Cabul.

Os jovens que viajavam pelo mundo usavam os 'Bullis', como o modelo é chamado na Alemanha: o versátil veículo era econômico, robusto e espaçoso. A Kombi é um produto característico do milagre econômico da então jovem República Federal da Alemanha. Ele reflete não só o gosto da época, como também a dinâmica da mobilidade como símbolo de uma nova era.

Também nos Estados Unidos, era comum encontrar a Kombi pintada com cores psicodélicas, símbolos do movimento pacifista e flores nas comunidades jovens da Califórnia e São Francisco.

Modelo tem pai holandês

Deutschland Auto VW Bulli wird 60 Jahre

Veículo robusto...

A história da Kombi começou em 1947, quando Ben Pon, um holandês proprietário de uma concessionária da Volks, observou chassis de Fusca transformados em veículos de transporte na unidade de Wolfsburg. A idéia o inspirou a apresentar alguns rascunhos de um veículo utilitário, a ser usado no transporte de passageiros e de cargas.

O protótipo do pequeno utilitário – Tipo 29, como foi chamado internamente o veículo cuja caçamba foi montada em cima do chassi de um Fusca – ficou pronto em menos de seis meses. O programa de testes, no entanto, não deu certo devido a problemas com a carroceria. Mas já este modelo tinha o característico motor dianteiro e o formato redondo.

Superados os problemas iniciais, a produção em série começou em 8 de março de 1950: com uma potência de 25 cavalos, velocidade máxima de 100 km/hora e ao preço de 5.850 marcos.

Veículo de grande versatilidade

Praticamente toda a técnica foi copiada do Fusca, cuja forma redonda inspirou as duas primeiras gerações – chamadas T1 e T2 (do alemão Transporter). Esta característica lhe valeu o primeiro apelido na Alemanha: Bulli, uma mistura de Bus com Lieferwagen (furgão).

Para Sabrina e Michael Daun, a típica dianteira da Kombi parece "um carro sorridente". O clássico design de sua frente pode ser encontrado, entre outros, na locomotiva a diesel classe V200 da companhia ferroviária alemã.

O sucesso da Kombi foi tão grande que, nos cinco primeiro anos de sua produção, chegaram a ser fabricadas dezenas de arranjos de carroceria diferentes. Havia Kombi de todo o tipo: microônibus, picape, carro de bombeiros, ambulância, furgão refrigerado, furgão para a polícia e até mesmo veículos para camping, com teto móvel.

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