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América Latina

Kirchner propõe dissolução dos serviços de inteligência

Após morte de promotor, presidente da Argentina anuncia projeto de criação de Agência Federal de Inteligência, com o objetivo de tornar o órgão transparente. Líder diz que denúncias contra ela são "absurdas".

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pretende dissolver a Secretaria de Inteligência do país. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26/01), durante um pronunciamento oficial em cadeia nacional, o primeiro dela após a morte do promotor Alberto Nisman, há uma semana.

Kirchner afirmou que, até o final desta semana, irá apresentar a legisladores seu projeto de lei para dissolver os atuais serviços secretos e criar uma Agência Federal de Inteligência, com o objetivo de tornar o órgão "transparente". A reforma dos serviços de inteligência é uma "dívida nacional", que o país tem desde o retorno da democracia, em 1983, disse a presidente.

Kirchner propõe que a nova Agência Federal de Inteligência seja conduzida por um diretor-geral e um vice-diretor nomeados pelo Executivo e sujeitos à aprovação do Senado.

Na semana passada, a líder argentina havia vinculado a atual Secretaria de Inteligência à morte de Nisman, cujas circunstâncias estão sendo investigadas. O promotor havia acusado a presidente e outros políticos ligados ao governo de acobertar suspeitos iranianos do atentado de 1994 à Associação Mútua Israelense Argentina (Amia).

Nisman foi encontrado morto no banheiro do seu apartamento, em Buenos Aires, no dia antes de apresentar detalhes da denúncia no Congresso. O corpo apresentava um ferimento de bala na cabeça, e ao lado do cadáver foi encontrada uma pistola calibre 22.

No pronunciamento, Kirchner afirmou que os argumentos apresentados pelo promotor contra ela são absurdos. "Não há um advogado que possa acreditar que a denúncia tenha sido escrita por um advogado ou por um promotor", declarou.

A presidente salientou que "ninguém pode duvidar" de tudo que seu governo tem feito para que a investigação sobre o atentado siga a diante. Ela também lamentou que, 20 anos após o incidente, ninguém tenha sido condenado ou detido.

CN/ap/dpa/lusa

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