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Economia

Kirch: um império à base de TV, filmes, futebol e Fórmula 1

Leo Kirch construiu um grande império em torno da KirchMedia, transformando o KirchGruppe numa das maiores empresas da Europa no setor de mídia.

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O acervo de filmes da KirchMedia é um dos maiores do mundo

O anúncio da concordata da KirchMedia era esperado nas últimas semanas, quando aconteceram as negociações decisivas entre os bancos credores e os acionistas. O KirchGruppe é das maiores empresas de mídia da Europa, cujos negócios se centram em filmes, televisão, direitos de transmissão de jogos de futebol e de Fórmula 1. Com sede em Ismaning, perto de Munique, ele abrange 65 empresas e participações, com 9.500 funcionários e faturamento superior a quatro bilhões de euros. Dívidas de mais de 6,5 bilhões de euros levaram todo esse império a tremer nas bases. Além do mais, em sua expansão, o magnata Leo Kirch (75), garantiu a seus parceiros opções arriscadas, que agora não está em condições de cumprir.

KirchMedia – o filé do grupo - O grupo se apóia em três pilares, dos quais o principal é a KirchMedia. Com 5.500 funcionários, ela concentra a firma de tevê ProSiebenSAT.1 e todo o comércio de direitos, seja de exibição de filmes ou transmissão de eventos esportivos. Embora os negócios da KirchMedia não sejam muito transparentes, eles sempre foram tidos como lucrativos. É essa empresa que detém os direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Alemão, da Copa da Uefa e das Copas do Mundo deste ano e de 2006.

Quanto ao comércio de direitos de filmes, a KirchMedia possui uma das maiores filmotecas do mundo, com 11 mil títulos e 40 mil horas de seriados para tevê. A KirchMedia é proprietária dos canais de tevê Pro Sieben, Sat.1, Kabel 1, N24 (notícias), DSF (esporte), além de deter uma participação de 25% no canal espanhol Telecinco. Possui ainda a Roxy Film e outras produtoras de séries de tevê, filmes e shows.

Os acionistas - Além da TaurusHolding de Leo Kirch, que detém 72,62%, os demais acionistas da KirchMedia são Thomas Kirch, o filho do magnata alemão da mídia, com 6,54%, a empresa Mediaset do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi (cerca de 5%), a News Corp. do australiano-americano Rupert Murdoch (2,48%), o grupo alemão REWE (5,71%) e a sociedade de investimentos Kingdom Holdings, do príncipe saudita Al Walid (2,48%).

O pivô do prejuízo: a tevê por assinatura - O setor que mais deu dor de cabeça a Kirch foi o de PayTV, tevê paga por assinatura. O canal Premiere, o primeiro por esse sistema na Alemanha, acabou resultando num fracasso, pois não atingiu o número de assinantes previsto. No resultado antes do pagamento de juros e impostos, o canal Premiere deu um prejuízo de 989 milhões de euros no ano passado, sendo o maior responsável pelas dificuldades atuais do KirchGruppe.