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Mundo

Kiev cobra "reação firme" do Ocidente a violações da trégua

Batalha em Debaltsevo deixa cessar-fogo na Ucrânia por um fio. Em telefonema com Merkel, Poroshenko pede ação contra "ataque cínico" dos rebeldes. Conselho de Segurança exige fim dos combates.

Os intensos combates nas ruas de Debaltsevo, importante centro ferroviário no leste da Ucrânia, levaram nesta terça-feira (17/02) o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, a cobrar uma "reação firme" do Ocidente.

Em telefonema com a chanceler federal alemã, Angela Merkel, ele chamou as ações separatistas na cidade de um "ataque cínico" e uma clara violação do acordo de paz assinado em Minsk, na semana passada, por Rússia, Ucrânia, França e Alemanha.

"Eu apelo aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que evitem mais violações [da trégua] e operações militares de larga escala no coração da Europa", disse Poroshenko

O governo da Ucrânia acusa os rebeldes de estarem destruindo o acordo de cessar-fogo ao provocarem combates em Debaltsevo. "Batalhas de ruas continuam, e os rebeldes estão atacando a cidade em grupos, com apoio da artilharia e armamento pesado", afirmou o Ministério da Defesa da Ucrânia. "Parte da cidade foi capturada pelos bandidos."

Pouco depois, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução unânime, apelando às duas partes do conflito para cessarem imediatamente as hostilidades e respeitarem o acordo firmado em Minsk. Na resolução apresentada pela Rússia, os 15 países-membros destacam ainda a independência da Ucrânia.

Cerco separatista

Cerca de 8 mil soldados ucranianos estariam na cidade, cercados pelas forças dos separatistas pró-Rússia. O "ministro da Defesa" da autoproclamada República de Donetsk, Vladimir Kononov, afirmou que cerca de 80% da cidade foram controlados e que o restante será ocupado em breve.

Petro Poroschenko nachdenklich

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko: em telefonema com Merkel, ele cobrou ação do Ocidente

Combatentes teriam atacado Debaltsevo a partir do norte e do leste, tendo assumido o controle da estação ferroviária. A cidade é um importante centro de conexão ferroviária entre Donetsk e Lugansk, ambas bastiões dos rebeldes.

O governo da Ucrânia negou que a cidade tenha sido tomada, mas reconheceu que vários soldados ucranianos foram feitos prisioneiros em Debaltsevo. Segundos militares ucranianos, ao menos dez soldados morreram em combates depois do início do cessar-fogo, na meia-noite de sábado para domingo.

Ao contrário do que foi definido no acordo, tanto as tropas do governo como os rebeldes não começaram a recolher suas armas pesadas para trás das respectivas linhas divisórias, alegando que o outro lado não está respeitando o cessar-fogo. A retirada deveria começar dois dias depois do início da trégua, mas ambos os lados alegam que ela ainda não começou.

A presidência da Ucrânia pediu à Otan e à União Europeia que condenem a violação de cessar-fogo por parte dos rebeldes.

AS/afp/ap/dpa/lusa

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