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Mundo

Khodorkovsky diz não querer fazer política nem reaver sua antiga companhia

Em coletiva de imprensa em Berlim, ex-magnata russo libertado por indulto do presidente Putin disse não querer participar da luta pelo poder na Rússia nem reivindicar controle da sua antiga empresa, a petrolífera Yukos.

O ex-magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky, libertado por indulto do presidente russo, Vladimir Putin, após 10 anos de prisão, afirmou neste domingo (22/12) que não quer participar da vida política russa. "Não farei política, ou seja, não lutarei pelo poder", garantiu. "Compreendo melhor do que os oposicionistas como isso pode ser perigoso, sobretudo para eles", acrescentou, durante entrevista coletiva em Berlim.

Além disso, ele adiantou que não vai tentar recuperar o controle da sua antiga empresa, a petrolífera Yukos, que foi desmembrada pelas autoridades russas. "Não vou lutar por minhas participações na Yukos", garantiu.

O empresário era considerado por defensores dos direitos humanos o preso político mais importante da Rússia. Quando dono da maior empresa petrolífera russa, era o homem mais rico do país.

Ele foi detido em 2003, após críticas públicas ao presidente russo, Vladimir Putin, e depois de apoiar a oposição, sendo condenado por crimes financeiros − entre eles, fraude e evasão fiscal. Khodorkovsky devia deixar a cadeia em agosto de 2014. Mas Putin encurtou sua prisão na sexta-feira, através de um indulto "por razões humanitárias".

Khodorkovsky afirmou que não pretende mais dar apoio financeiro à oposição, como na época em que chefiava a companhia Yukos, dizendo que não se encontra em condições de agir como patrocinador. "Realmente não tenho essas condições financeiras."

Sem admissão de culpa

Chodorkowski gibt Pressekonferenz in Berlin am 22.12.2013

Ex-magnata do petróleo Khodorkovsky deu entrevista coletiva em Berlim

"A oposição não tem atualmente qualquer perspectiva forte, mas é muito melhor que há dez anos", avaliou. Khodorkovsky continua sendo considerado um multimilionário, apesar do desmembramento de sua antiga empresa. "Não conheço minha situação financeira no momento. O dinheiro é suficiente para eu viver. Mas não pretendo comprar clubes de futebol", brincou.

Ele classificou sua libertação, após 10 anos de prisão, como "sinal de uma mudança fundamental no país" e se disse inocente, apesar de seu pedido de indulto endereçado a Putin. "O poder sempre quis de mim uma admissão de culpa. Mas isso era inaceitável para mim", frisou, observando que sua solicitação foi feita por escrito, sem conter admissão de culpa e que ela se deveu, principalmente, à situação de sua família.

Contra boicote a Jogos de Sochi

O ex-magnata do petróleo agradeceu ao ex-ministro do Exterior alemão Hans-Dietrich Genscher e à chanceler federal alemã, Angela Merkel, pela ajuda na sua libertação. Ele afirmou que sem os "esforços" de Genscher, não estaria em liberdade.

Ele deixou em aberto quanto tempo pretende ficar na Alemanha, para onde recebeu visto válido por um ano.

O empresário também se disse a favor da libertação da líder da oposição ucraniana e ex-primeira-ministra Julia Timoshenko e contra um boicote dos Jogos Olímpicos de Inverno a ser realizados em fevereiro em Sochi, na Rússia. Khodorkovsky argumentou que os jogos são "uma festa do esporte, uma festa para muitos milhões de pessoas", que não deve ser prejudicada mas que, por outro lado, que não deve ser transformada em uma "festa pessoal para Putin".

MD/afp/dpa/rtr

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