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Mundo

Kerry alerta que crise do orçamento pode enfraquecer EUA internacionalmente

Secretário de Estado dos EUA teme que impasse possa debilitar a posição de Washington no mundo. Presidente Barack Obama apela para que republicanos parem com "farsa" e acabem com bloqueio no Congresso.

Em viagem à Ásia, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse neste sábado (05/10) que o prolongamento de crise orçamentária pode prejudicar Washington no cenário internacional. Em mensagem semanal divulgada por rádio e internet, o presidente dos EUA, Barack Obama, apelou mais uma vez aos republicanos para que "parem com a farsa" e votem imediatamente no Congresso, dando fim à paralisia na administração federal.

Kerry advertiu durante viagem à Indonésia que o impasse político é "irresponsável" e ameaça enfraquecer a posição do país no exterior. "Se ele for prolongado ou repetido, as pessoas começam a questionar a vontade e a capacidade dos Estados Unidos de manter seu curso", avisou. "Mas não é o caso e não acredito que isso venha a ocorrer", ressalvou, em entrevista coletiva prévia ao Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) na ilha indonésia de Bali.

Obama deveria ter ido da Bali para participar da cúpula de líderes da Apec, que começa nesta segunda-feira, mas cancelou a viagem – que o teria levado também a Brunei, Malásia e Filipinas –, para lidar com a paralisação do governo.

Kerry, que substitui Obama na reunião, enfatizou que os republicanos que bloqueiam os gastos do governo estão "jogando um jogo perigoso".

Presidente reitera apelo

"Votem. Parem esta farsa. Acabem com esta paralisação", disse Obama dirigindo-se aos republicanos, em seu discurso semanal transmitido por rádio e televisão.

US Präsident Obama Rede in Washington

Obama pediu que republicanos "parem com farsa" no Congresso

A crise do orçameno em Washington, que desde terça-feira provoca paralisia parcial dos serviços federais, continua sem solução à vista. "Só há uma maneira de sair deste insensato e prejudicial fechamento do governo: aprovem um orçamento que financie o nosso governo, sem barreiras partidárias", pediu Obama.

Ele salientou que o Senado já aprovou o orçamento e disse que "há suficientes republicanos e democratas na Câmara de Representantes prontos a fazer o mesmo e a acabar imediatamente com a paralisia", salientou.

No entanto, "a ala direita do partido republicano não quer deixar o presidente da Câmara, John Boerhner, submeter essa lei a votação", acrescentou Barack Obama. Ele acrescentou que não pagará um "resgate" em troca da recuperação da atividade da administração nem da alteração do teto da dívida.

Ameaça de paralisia econômica

Obama vem se recusando a negociar com os republicanos sobre assuntos de orçamento até que eles aprovem uma lei temporária para reabrir as repartições do governo, e concordem em elevar o limite da dívida americana.

Caso contrário, os EUA deverão atingir em 17 de outubro o atual limite de endividamento, fixado em 16,7 trilhões de dólares. Caso o Congresso aprove uma elevação do valor, evitará a inadimplência do governo e consequências potencialmente graves. "Por mais perigosa que seja uma paralisação orçamental, uma paralisia econômica devido à inadimplência seria muito pior", salientou Obama.

Por causa da falta de acordo no Congresso sobre o orçamento, desde a terça-feira as administrações centrais dos EUA estão parcialmente fechadas e cerca de 900 mil funcionários federais, em férias não remuneradas.

MD/afp/lusa

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