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Alemanha

Kasparov quer dar xeque-mate em Putin

O russo Garry Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez, se concentra em um novo duelo. Seu adversário é o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conforme conta o jogador em entrevista exclusiva à Deutsche Welle.

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Kasparov preocupado com o futuro da Rússia

"As eleições presidenciais lembram os tempos da União Soviética, quando só existia um candidato. Elas são pura farsa", desabafou Garry Kasparov em entrevista à DW-RADIO. A personalidade do xadrez mundial é presidente do Comitê 2008, criado com o intuito de convocar eleições livres e honestas na Rússia.

Tal iniciativa não se restringe apenas às eleições presidenciais de março deste ano, já que, como afirmou Kasparov em outras ocasiões, não há muito o que fazer agora, embora o comitê almeje conseguir que os eleitores ouçam "várias vozes", inclusive as contrárias ao poder. Os esforços estão voltados especialmente para as eleições que serão realizadas dentro de quatro anos, em 2008.

O curso político de Putin está levando o país para o autoritarismo sob vigilância estatal. Seu regime de governo funciona basicamente graças ao elevado preço do petróleo e à censura imposta nos meios de comunicação, frisou Kasparov. Ele alertou ainda que a aparente estabilidade política pode mudar rapidamente tão logo ocorra uma mudança negativa na conjuntura econômica.

O enxadrista teme uma maciça fraude de votos durante as eleições de 14 de março de 2004 na Rússia. Como já declarou em outras entrevistas, Kasparov definiu as próximas eleições presidenciais de "farsa" e qualificou a democracia atual na Rússia de "fachada para encobrir as arbitrariedades do poder".

Estratégia de ação

Após o término do prazo para o registro dos candidatos, no próximo dia 8 de fevereiro, o Comitê 2008 pretende determinar a estratégia de ação. "Iremos boicotar estas eleições fictícias ou apoiar um dos candidatos. No momento estou inclinado ao boicote", revelou Kasparov.

Uma das prioridades do Comitê é lutar pela formação rápida de uma ampla coalizão que terá a incumbência de garantir a realização de eleições livres como conquista do avanço democrático.

Maior liberdade de expressão

Kasparov comentou também a progressiva redução da liberdade de expressão na Rússia, salientando que nos dias de hoje a censura no país é bem maior do que a praticada na década de 90. O tema Chechênia, por exemplo, continua sendo tabu no governo russo. "Deveria ser possível criticar a política de Putin e poder dizer a verdade sobre a Chechênia", criticou Kasparov.

O ex-campeão mundial de xadrez, 40 anos, é anticomunista, adota uma postura conservadora ao tratar de assuntos econômicos mas é bastante liberal nas questões de ordem social e religiosa.

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