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Mundo

Kahn: "Seria ridículo ser eliminado no aniversário"

Alemães ficaram insatisfeitos com próprio desempenho no primeiro tempo, mas consideram vitória merecida. Confiança na classificação para as semifinais.

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O alemão Bode (centro) festeja a classificação

A vitória alemã de 1 a 0 sobre o Paraguai não foi uma obra-prima, mas representou o esforço e o oportunismo da melhor equipe no segundo tempo da partida deste sábado em Seogwipo (Coréia do Sul). "Voltamos para o campo com uma mudança tática. Com um homem a mais no meio de campo, assumimos o jogo. No fim, a vitória foi merecida", avaliou o técnico Rudi Völler.

Já o desempenho na etapa inicial foi criticado por todos. "Eu estava um pouco irritado no intervalo, porque jogamos o primeiro tempo ao contrário do que havíamos planejado", admitiu o treinador. "Nós nos preparamos para manter a calma e ter paciência. Mas acabamos jogando nada no primeiro tempo", reconheceu o goleiro Kahn, que completou 33 anos neste sábado. "Seria ridículo ter aniversário e ser eliminado", comentou aliviado o capitão do selecionado alemão.

"A equipe teve problemas com a pressão psicológica no primeiro tempo. Jogou muito medrosa. Depois subiu de produção", opinou Gerhard Mayer-Vorfelder, presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB).

O adversário – O Kaiser do futebol alemão mantém-se o mais otimista de todos. "A vitória foi merecida porque o Paraguai ficou recuado todo o tempo na segunda metade da partida. Eles estavam acabados e queriam manter o zero a zero. Não jogamos com brilho, mas temos uma boa equipe", afirmou Franz Beckenbauer.

Völler viu o adversário com mais respeito. "Eles jogaram muito compactos e enfrentar isto é sempre difícil, pois se tem de ter o cuidado com contra-ataques", comentou o treinador, sem desmerecer o time paraguaio.

"Estou aborrecido com os últimos minutos. Até então praticamente ninguém havia tido chance de gol. Mas os alemães fizeram o gol num momento decisivo, tanto na preparação pela direita quanto na conclusão. Eles mostraram seu forte. Tecnicamente não são tão bons, mas excepcionais na forma atlética", observou o italiano Cesare Maldini, treinador da seleção do Paraguai.

E agora? – "Não tenho nenhuma preferência por adversário nas quartas-de-final. México e Estados Unidos jogaram muito bem na primeira fase. Vai ser difícil para nós", diz o técnico Völler cauteloso, como sempre.

O presidente da DFB também conserva a modéstia. "Desde antes da Copa disse que se classificar para as quartas-de-final já seria um sucesso. Isto já conseguimos e temos até boas chances de chegar às semifinais. Mas não vou tão longe em falar em título", prefere Mayer-Vorfelder. O jogador Schneider faz coro: "Não vamos sonhar com o título."

Longe da Coréia do Sul, o governador da Baviera e candidato a chanceler federal arrisca-se a tais palpites. "Estou convicto que temos todas as chances de ir à final", declarou o social-cristão Edmund Stoiber, que até já prevê o adversário alemão na decisão: o Brasil. O ex-jogador e agora comentarista Paul Breitner compartilha do otimismo, mas acha que este seria o fim da linha dos alemães. Para ele, os brasileiros serão pentacampeões.

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