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Alemanha

"Kahn é o super-homem e os demais são uns bananas"

O goleiro da seleção alemã Oliver Kahn, eleito melhor jogador da Copa de 2002, foi duramente criticado pelo seu colega Frank Rost, ex-goleiro do Werder Bremen que a partir dessa temporada passará a defender o Schalke.

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Oliver Kahn, arrasado, após a derrota da Alemanha para o Brasil

Rost, 29 anos, disse numa entrevista à revista Kicker, que há uma histeria em torno de Kahn. Ele foi transformado em herói, virou uma espécie de Deus, e todo mundo fica chocado quando ele comete um erro. Cada vez que Kahn faz uma defesa acham que é coisa de outro mundo. "Não acho que é assim", disse Rost.

O mito Kahn - Goleiro do Bayern de Munique, Kahn foi de fato endeusado por grande parte da mídia alemã durante a Copa da Coréia e Japão, sendo considerado o responsável pela surpreendente campanha do selecionado alemão. Era o "King Kahn", a "muralha intransponível", estampavam as manchetes dos jornais sensacionalistas.

O próprio Kahn tratou de fomentar o seu mito de invunerável, desafiando o ataque brasileiro antes da final. Mas foi aí que o mito desabou. O goleiro alemão falhou no lance que resultou no primeiro gol do Brasil. Deixou escapar a bola chutada por Rivaldo, que Ronaldo aproveitou o rebote para abrir o placar. O segundo gol do artilheiro brasileiro, colocando a bola rasteira no canto direito, fez desmoronar completamente o mito Kahn.

Depois do jogo, enquanto os brasileiros celebravam a conquista do penta, via-se um Kahn no chão, arrasado com o seu "frango" e responsabilizando-se pela derrota da Alemanha frente ao Brasil.

Onda demais - O problema, segundo o goleiro Frank Rost, é que fizeram onda demais com Oliver Kahn. Qualquer defesa que ele fazia era considerada impossível, e se fosse outro goleiro da Alemanha diziam que era apenas sua obrigação, desabafou o goleiro do Schalke. Rost resumiu seu descontentamento: "Kahn foi considerado um super-homen e todos os outros uns bananas".

Rost não esconde que este desprezo com os demais goleiros lhe deixou muito irritado, mas que agora já consegue rir da situação. Apesar de ter se destacado na temporada passada no Werder Bremen, Rost não foi convocado pelo técnico Rudi Voeller para a seleção que disputou a Copa nem como terceiro goleiro. Ele não esconde, também, que isso lhe magoou, mas não perdeu as esperanças de um dia defender a seleção alemã.