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Mundo

Justiça russa liberta uma das integrantes da banda Pussy Riot

Yekaterina Samutsevich havia sido condenada por vandalismo após protesto contra Putin em igreja de Moscou. Outras duas integrantes da banda punk continuam presas.

O tribunal de apelação de Moscou libertou nesta quarta-feira (10/10) Yekaterina Samutsevich [centro, foto principal], integrante da banda punk Pussy Riot, mas manteve a pena de prisão de dois anos para as outras duas jovens do grupo condenadas dois meses atrás, Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova.

A sentença de Samutsevich foi suspensa porque a jovem havia sido impedida por guardas da Catedral de Cristo Salvador de participar do ato de protesto contra o presidente Vladimir Putin, anunciou o tribunal. A ação foi realizada em fevereiro por cinco membros do grupo, sendo que três delas foram detidas.

A decisão de libertar Samutsevich, de 30 anos, foi recebida com aplausos na capital russa. O pai da jovem manifestou satisfação, mas frisou que continuará a lutar para provar a "total inocência" da filha.

Os advogados de Alyokhina e Tolokonnikova já anunciaram que vão recorrer da sentença até chegar ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. "Não entendemos por que o tribunal diferenciou as réus", disse o advogado Mark Feygin.

Motivação política

Samutsevich, Alyokhina e Tolokonnikova estavam em prisão preventiva desde março e foram declaradas culpadas em agosto por vandalismo motivado por ódio religioso e por ferir os sentimentos de fiéis.

"Nós não queríamos ofender ninguém. Fomos à catedral para protestar contra a união das elites política e espiritual, declarou Alyokhina no tribunal.

A própria Igreja Ortodoxa russa manifestou-se a favor do perdão das artistas, contanto que se mostrassem arrependidas pela "oração punk". Nesta quarta-feira, as acusadas declararam, porém, que não se arrependiam de nada por não sentirem nenhum tipo de ódio religioso.

O presidente Putin elogiara a prisão das jovens e a atuação do tribunal. Já o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, havia pedido clemência em setembro, na esperança de que as três jovens fossem libertadas. Mantê-las na prisão seria contraproducente, disse.

A controversa sentença foi condenada em nível internacional e considerada de motivação política. A Anistia Internacional reconhece as integrantes da banda punk como presas políticas.

Para o advogado de defesa, o julgamento foi injustamente influenciado por Putin, que declarou antes mesmo da condenação das integrantes da banda que a performance das jovens fora provavelmente um ato criminoso. "Eu não tive nada a ver com isso (a sentença)", contestou o presidente numa emissora estatal.

LPF/dapd/dpa/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

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