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Mundo

Justiça russa condena militar ucraniana

Piloto é considerada culpada pela morte de dois jornalistas russos e por cruzar a fronteira ilegalmente. Sentença é de 22 anos de prisão. Julgamento é criticado como "farsa política" por Kiev e pelo Ocidente.

Um tribunal russo sentenciou nesta terça-feira (22/03) a militar ucraniana Nadezhda Savchenko a 22 anos de prisão, pelo assassinato dos jornalistas Igor Kornelyuk e Anton Voloshin. Ela também é considerada culpada pela morte de civis e por cruzar ilegalmente a fronteira com a Rússia. O julgamento é criticado como "uma farsa política" por Kiev e pelo Ocidente.

Savchenko, de 34 anos, a mais famosa presa do conflito na Ucrânia, foi acusada de dar a forças governamentais ucranianas as coordenadas para um ataque na região de Lugansk em que, segundo os promotores russos, morreram diversos civis, incluindo os dois jornalistas russos.

Segundo o juiz de um tribunal de Donetsk, cidade do sul da Rússia, próxima à fronteira ucraniana, a piloto de aviação militar "cometeu o assassinato premeditado e por motivos de ódio e inimizade".

Segundo o veredicto, ela teria agido por ordens de um comandante de um batalhão localizado na cidade de Schastye, na região de Lugansk. De acordo com o texto, Savchenko, "com treinamento militar e experiência militar em ações no Iraque", teria escolhido por vontade própria participar do batalhão Aidar, que combate a insurgência separatista em Lugansk, no leste da Ucrânia.

A ucraniana negou as acusações, afirmando que o caso "se baseia em mentiras". No início do mês, ela iniciou uma greve de fome em protesto contra o julgamento.

Em agosto, seu advogado Ilya Novikov afirmou que o processo se tornava "cada vez mais absurdo". "A acusação do assassinato de dois jornalistas foi alterada para incluir a travessia ilegal da fronteira. Este é um sinal claro de que a promotoria tem muito pouco para prosseguir."

Kiev contesta a acusação de que ela teria entrado no país ilegalmente, afirmando que a ex-piloto foi sequestrada por separatistas pró-Rússia envolvidos no conflito no leste da Ucrânia e, posteriormente, entregue às autoridades na Rússia.

Em 2014, Savchenko – considerada uma heroína de guerra em seu país – deixou seu posto nas Forças Armadas ucranianas para aderir voluntariamente ao batalhão Aidar.

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