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Mundo

Justiça russa condena integrantes da banda Pussy Riot a dois anos de prisão

Banda realizou protesto contra o presidente Vladimir Putin na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou. Julgamento é visto como teste da tolerância do Kremlin à dissidência.

Nesta sexta-feira (17/08), a Justiça russa declarou as três componentes da banda feminista punk Pussy Riot culpadas por vandalismo e incitação ao ódio religioso e condenou-as a dois anos de prisão. O julgamento, visto como um teste da tolerância do Kremlin à dissidência, veio após as artistas protestarem contra o presidente russo, Vladimir Putin, em uma igreja.

A juíza Marina Syrova disse que as integrantess da banda haviam "planejado cuidadosamente" o ato de 21 de fevereiro no altar da Catedral de Cristo Salvador, em Moscou.

Na ocasião, Nadezhda Tolokonnikova, 22, Maria Alyokhina, 24, e Yekaterina Samutsevich, 30, subiram no altar da igreja usando máscaras de esqui brilhantes, meia-calças e saias curtas. Elas cantaram uma oração punk, pedindo à Virgem Maria que livre a Rússia de Putin.

"Tolokonnikova, Alyokhina e Samutsevich cometeram um ato de vandalismo, uma violação da ordem pública mostrando claro desrespeito pela sociedade", disse Syrova.

As três jovens, algemadas, permaneceram em silêncio e, por vezes, sorriram e riram umas para as outras enquanto Syrova lia o veredicto. A sentença de dois anos só foi anunciada mais tarde.

Opinião pública

Apesar de poucos russos simpatizarem com a banda, os oponentes de Putin veem o julgamento como parte de uma repressão maior por parte do ex-espião da KGB – o serviço secreto da União Soviética – para esmagar seu movimento de protesto.

"Nossa prisão é um sinal claro e distinto de que está sendo tirada a liberdade de todo o país", disse Tolokonnikova em uma carta escrita na prisão e publicada na internet pelo advogado de defesa Mark Feigin antes do veredicto desta sexta-feira .

Artistas estrangeiros liderados pela cantora Madonna – que se apresentou em Moscou com as palavras "Pussy Riot" estampadas nas costas – fizeram uma campanha para que o trio fosse solto. Washington afirma que o caso tem motivação política.

LPF/rtr/afp/dpa
Revisão: Francis França

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