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América Latina

Justiça inicia julgamento de ex-presidente Menem na Argentina

Carlos Menem e outros doze são acusados de obstruir investigação do atentado que deixou 85 mortos em Buenos Aires em 1994. Promotores alegam que possíveis autores do ataque teriam ligação com ex-presidente.

A Justiça argentina começou a julgar nesta quinta-feira (06/08) o ex-presidente argentino Carlos Menem e outras doze pessoas acusadas de obstruir a investigação do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) que deixou 85 mortos e centenas de feridos em Buenos Aires em 1994.

O julgamento começou sem a presença do ex-presidente de 85 anos que não compareceu ao tribunal devido a problemas de saúde.

Entre as acusações que pesam sobre Menem – presidente da Argentina entre 1989 e 1999 – e os outros réus estão obstrução da justiça, violação de provas e abuso de poder.

Autoridades argentinas sempre atribuíram a autoria do maior ataque terrorista no país ao Irã e ao grupo radical xiita libanês Hisbolá. Teerã, porém, sempre negou o envolvimento no atentado.

"Pista síria"

Durante o julgamento de Menem, a acusação argumenta que o ex-juiz Juan José Galeano, cumprindo ordens do então presidente, interrompeu a investigação da chamada "pista síria" que poderia revelar a identidade dos autores do ataque e essa envolvia empresários sírios ligados à família de Menem.

Entre eles está o sírio-argentino Alberto Kanoore Edul que teria conexões com o adido cultural do Irã em Buenos Aires Moshen Rabbani, quem os promotores apontam como mentor do ataque.

Entre as irregularidades apontadas pelos promotores está o desaparecimento de cerca de 60 gravações com escutas telefônicas realizadas pelos serviços secretos argentinos a suspeitos de cooperação no atentado.

O tribunal também julga o caso de suborno do mecânico que teria fornecido o carro usado no ataque. Ele teria recebido 400 mil dólares para denunciar policiais com autores do atentado. O dinheiro teria sido entregue ao mecânico diretamente por Galeano.

O julgamento deve durar mais de um ano. Cerca de 140 testemunhas estão previstas para serem ouvidas no tribunal, entre elas, está a presidente Cristina Kirchner. O processo ocorre paralelamente os trabalhos da comissão formada para investigar o atentado, cujo promotor responsável

Alberto Nisman

foi encontrado morto em seu apartamento em janeiro.

CN/efe/rtr/afp/lusa/ap

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