Justiça egípcia ordena prisão preventiva do ex-ditador Mubarak | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 13.04.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Justiça egípcia ordena prisão preventiva do ex-ditador Mubarak

O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, e seus dois filhos deverão ficar detidos de forma preventiva por 15 dias. Medida faz parte de inquérito sobre corrupção e abuso de poder.

default

Hosni Mubarak, ex-ditador do Egito

O procurador-geral do Egito, Abdel Maguid Mahmoud, ordenou a prisão preventiva por 15 dias do ex-ditador Hosni Mubarak. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13/04) na página que o procurador mantém na rede social Facebook.

Na declaração, um porta-voz informou que a detenção foi autorizada como parte de um inquérito sobre o uso de força contra manifestantes durante os protestos de janeiro e fevereiro passados. O inquérito foi iniciado no último domingo e faz parte de uma ampla investigação sobre corrupção e abuso de poder.

Apesar da ordem judicial, ainda não se sabe quando Mubarak será detido. Isso porque o ex-ditador está internado desde a útlima terça-feira num hospital do balneário de Sharm El Sheik. Segundo a imprensa egípcia, ele sofreu um ataque cardíaco durante um interregatório.

A televisão estatal egípcia informou também que os dois filhos de Mubarak foram detidos. "Decidiu-se pela prisão de Gamal e Alaa Mubarak por 15 dias devido ao inquérito", afirmou a reportagem. Os dois teriam sido levados de Sharm El Sheik para o Cairo, onde serão interrogados.

Eles são acusados de incitar as forças de segurança a disparar contra os manifestantes durante as revoltas populares de 25 de janeiro a 11 de fevereiro, nas quais morreram centenas de pessoas.

Segundo o ministro da Justiça do Egito, Abdel Aziz al-Guindi, as autoridades começaram a interrogar Mubarak e seu filho Gamal na manhã desta terça-feira. O ministro acrescentou que o interrogatório sobre enriquecimento ilícito ainda não foi iniciado, pois será conduzido pelo departamento apropriado.

AS/afp/rtr
Revisão: Nádia Pontes

Leia mais