1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Justiça do Egito proíbe atividades da Irmandade Muçulmana

Decisão de tribunal egípcio de banir atividades do grupo islamista e de qualquer outra organização ligada a ele, além de confiscar bens, ameaça aumentar instabilidade no país.

default

Apoiadores de Morsi protestam contra a derrubada do ex-presidente

Um tribunal egípcio anunciou nesta segunda-feira (23/09) a proibição das operações da Irmandade Muçulmana no país e de qualquer organização que esteja vinculada ou receba ajuda financeira do grupo. A corte determinou também o confisco de todos os bens da Irmandade, no mais recente revés para o movimento islamista do ex-presidente Mohamed Morsi, deposto pelo Exército em 3 de julho.

A decisão da corte de proibir as atividades de "qualquer instituição que esteja envolvida ou que pertença à Irmandade" pode restringir o braço político do movimento, o Partido de Liberdade e Justiça. A sentença poderá, ainda, ser apelada e derrubada por um tribunal superior.

A Irmandade Muçulmana afirmou que a decisão judicial é “totalmente política” e denunciou que em nenhum momento o grupo foi informado sobre o processo aberto contra ele. No Twitter, o grupo publicou uma mensagem dizendo que continuará ativo, mesmo se dissolvido.

Islan Taufiq, porta-voz da Irmandade, afirmou que o grupo vai apelar contra a sentença, "já que foi emitida por um tribunal não competente". Para ele, casos como esse são de competência do Tribunal Administrativo e não da Corte de Assuntos de Urgência do Cairo.

O atual governo promove a maior perseguição em décadas contra a Irmandade, que diz ter um milhão de membros. O grupo venceu eleições parlamentares e presidenciais após a derrubada do ditador Hosni Mubarak, em 2011.

A decisão desta segunda-feira do tribunal levanta a possibilidade de alguns membros da Irmandade perderem a fé na resistência pacífica e recorrerem à violência contra o governo. A queda de Morsi, classificada como golpe pela Irmandade, abriu uma crise política no Egito.

FC/efe/afp/ap/rtr/lusa

Leia mais