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Mundo

Justiça do Egito anuncia novo julgamento de Mubarak

Ex-presidente egípcio recebeu prisão perpétua pela morte de mais de 800 manifestantes durante a Primavera Árabe. Decisão da Justiça deverá reacender os ânimos no país às vésperas do segundo aniversário da revolução.

A Justiça do Egito anunciou neste domingo (13/01) que vai realizar um novo julgamento do presidente deposto Hosni Mubarak, aceitando assim o apelo contra a sentença já anunciada de prisão perpétua. A decisão da Corte no Cairo também beneficia o então ministro do Interior, Habib el adli, que recebeu a mesma condenação do ex-presidente.

O juiz que anunciou o novo julgamento não explicou quais seriam as bases legais para decisão, nem disse quando começam as novas audiências. De acordo com Mohamed Abdel Razek, um dos advogados do ex-presidente, novas provas não serão levadas para a realização do segundo julgamento.

Após 30 anos no poder, o regime Mubarak teve fim em fevereiro de 2011, durante os protestos da chamada Primavera Árabe. Preso em junho, o ex-ditador foi considerado responsável pela morte de cerca de 800 manifestantes durante as manifestações contra seu governo. Ele ainda responde acusações por corrupção.

Não há informações precisas sobre o atual estado de saúde de Mubarak, mas segundo alguns veículos de mídia, seu estado de saúde piorou muito nos últimos meses. Após sofrer uma queda e quebrar várias costelas, ele foi transferido do presídio para um hospital em dezembro do ano passado.

Ânimos exaltados

O novo julgamento deve exaltar novamente os ânimos no país, o que poderá trazer problemas para o atual presidente egípcio, Mohamed Mursi, que vem tentando restabelecer a ordem no país e reerguer a abalada economia. O Egito prepara-se para eleições parlamentares nos próximos meses.

"Se desta vez Mubarak e seus ajudantes corruptos receberem sentenças mais leves, isso vai reacender a revolução e haverá mais banhos de sangue", disse o engenheiro egípcio Ahmed Abdel Ghaffour.

O novo julgamento deve coincidir com o segundo aniversário da revolução, no dia 25 de janeiro. "Jovens revolucionários e a oposição certamente vão se mobilizar neste dia", avaliou o professor de Ciências Políticas Hassan Nafaa.

MSB/rtr/dpa
Revisão: Fernando Caulyt

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