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Mundo

Justiça chilena ordena abertura do testamento de Pinochet

Objetivo é recuperar impostos sonegados e pagar eventuais indenizações a vítimas da ditadura. Justiça chilena tenta determinar o valor da fortuna de Pinochet, estimada em 26 milhões de dólares.

A Justiça chilena ordenou a abertura, nesta quarta-feira (25/04), do testamento do ex-ditador Augusto Pinochet, como parte de uma investigação para determinar o valor exato de sua fortuna, estimada em 26 milhões de dólares.

A decisão de abrir o testamento foi tomada pela juíza Soledad Aravena, do Terceiro Juizado Civil de Santiago, e acontece cinco anos após a morte de Pinochet. O objetivo é recuperar impostos não pagos e pagar eventuais indenizações a vítimas de seu governo repressivo.

Três mil é o número estimado de mortos e desaparecidos durante a ditadura de Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990.

Acredita-se que a maior parte da fortuna dele esteja depositada em contas no exterior e o restante em bens e dinheiro no próprio Chile. O testamento está embargado pela Justiça chilena e nunca foi consultado pelos descendentes do ditador.

O testamento está sob custódia de um advogado na capital chilena, Santiago, e será aberto na presença de mais duas testemunhas. Apesar dos detalhes sobre o testamento serem sigilosos, um representante do governo estará presente.

Bens embargados pela Justiça

Filmszene Der letze Tag des Salvador Allende

O presidente Salvador Allende foi deposto por Pinochet em 1973

A família de Pinochet declarou que a abertura do testamento nada mais é do que perseguição política por parte da esquerda. Eles acusam as autoridades de fraqueza por deixar que o processo de investigação continue.

"Nós, os herdeiros, não temos interesse em abrir algo que está embargado. Até pode nos trazer problemas, como dizer que um recebe mais do que o outro, que é o mais provável", declarou a filha mais velha, Lucia Pinochet, à imprensa chilena em fins de 2011. Todos os bens e dinheiro do ex-ditador também estão embargados pela Justiça chilena.

Dois testamentos foram deixados por Pinochet. O primeiro já foi aberto e repartia algumas poucas propriedades em diversas regiões do Chile.

Pinochet tomou o poder em 11 de setembro de 1973, com um golpe de estado contra o então presidente Salvador Allende. Ele morreu aos 91 anos, em prisão domiciliar, enquanto enfrentava acusações de desvio de fundos governamentais durante os 17 anos de sua ditadura. Ele nunca foi condenado por crimes relacionados à violação de direitos humanos.

Um estudo encomendado pela suprema corte do Chile determinou que o ditador acumulou uma fortuna pessoal de 21 milhões de dólares até a morte, em 2006. Apenas 3 milhões de dólares desse montante poderiam ter vindo dos seus vencimentos como militar.

MAS/afp/dpa/ap
Revisão: Alexandre Schossler

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