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Mundo

Juncker: "Um minuto de silêncio para os migrantes não é suficiente"

Presidente da Comissão Europeia critica morosidade de líderes nacionais em busca de solução para crise de refugiados. Ministro do Interior alemão afirma que não há saída fácil e rápida para resolver questão.

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Refugiados afegãos no porto de Mytilini, na ilha de Lesbos, na Grécia

"Não é suficiente chorar à noite em frente à televisão quando pessoas se afogam no Mar Mediterrâneo e, então, fazer um minuto de silêncio na manhã seguinte no Conselho [Europeu]", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em entrevista publicada neste sábado (20/06) pela revista alemã Der Spiegel.

Juncker anunciou que, apesar da resistência de muitos países europeus, a Comissão Europeia planeja implementar uma cota obrigatória para a distribuição dos refugiados. "Vamos manter a nossa posição", disse o presidente, visando a cúpula de líderes da União Europeia (UE), que discutirá o tema na próxima semana.

Xavier Bettel, primeiro-ministro de Luxemburgo, país que assume a presidência semestral rotativa do Conselho Europeu em julho, também criticou os colegas líderes nacionais. Ele disse que a solidariedade com os refugiados "esgotou-se rapidamente nas últimas semanas".

Segundo as Nações Unidas, um número recorde de 60 milhões de pessoas fugiu de suas casas em zonas de conflitos no ano passado. Pelo menos metade delas são crianças. Desde o início do ano, cerca de 80 mil migrantes chegaram à Itália.

Ajuda crucial

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, disse que paciência e ajuda de políticos e da opinião pública são cruciais para resolver a questão. O ministro participou da cerimônia realizada, neste sábado em Berlim, em homenagem às vítimas de exílio e deslocamento da Segunda Guerra Mundial.

"O que é absolutamente inaceitável é a instrumentalização política do destino de vítimas de exílio e deslocamento", advertiu o ministro, acrescentando que não há soluções fáceis e rápidas pra resolver a questão.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento da Alemanha, o país gastou nos últimos 18 meses aproximadamente 650 milhões de euros com o bem-estar de refugiados de Síria e Iraque.

PV/afp/dpa

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