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Migração

Juncker alerta para xenofobia na Alemanha

Presidente da Comissão Europeia expressa preocupação sobre ataques xenófobos. Jean-Claude Juncker aborda questão em meio à mudança da lei alemã de asilo. Reunião da UE discute crise migratória nos Bálcãs.

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Manifestação do movimento Pegida, em Dresden

Em entrevista a jornais do grupo de mídia alemão Funke, neste sábado (24/10), o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, expressou preocupação com a crescente xenofobia na Alemanha.

"Quando slogans de ódio proferidos em manifestações e incitamentos similares levarem a ataques pessoais contra pessoas engajadas, como o ataque à futura prefeita de Colônia, então eu me preocupo seriamente com esses chamados cidadãos", disse Juncker.

O presidente da Comissão Europeia ressaltou, no entanto, que a grande maioria dos alemães teria mostrado "coração em vez de ódio" – um slogan que tem sido amplamente utilizado em manifestações contra a xenofobia. "Isso me encoraja", afirmou Juncker.

As declarações de Juncker coincidem com a

entrada em vigor das novas leis de asilo

na Alemanha. Os principais objetivos da legislação é acelerar os processos de requerimento de refúgio e assegurar que os requerentes rejeitados retornem rapidamente aos seus países de origem.

Aumento de ataques

As preocupações do presidente da Comissão Europeia vêm depois de uma série de ataques xenófobos registrados em toda a Alemanha. O número de atentados contra abrigos de refugiados, por exemplo, mais que dobrou em comparação com 2014.

Brüssel Jean-Claude Juncker

Juncker pede a países europeus esforço comum

Na semana passada, a nova prefeita de Colônia, Henriette Reker – conhecida por sua posição pró-refugiados e pela organização de alojamentos para migrantes na cidade – foi vítima de um ataque a faca de motivação xenófoba.

O Conselho Central dos Judeus na Alemanha instou o governo em Berlim, também neste sábado, a tomar medidas decisivas contra o extremismo de direita no país.

Encontro extraordinário

Na véspera da cúpula extraordinária da União Europeia (UE) sobre a crise de refugiados, o presidente da Comissão Europeia pediu ao bloco um esforço comum. Na entrevista, Juncker disse ainda que os países-membros precisam cumprir a promessa de responsabilidade e solidariedade.

De acordo com o jornal alemão Frankfurter Allegemeine Zeitung, Juncker preparou para os participantes da cúpula um documento de 16 pontos, no qual uma das principais exigências seria que nenhum dos Estados poderia encaminhar refugiados para outros países sem a anuência dos vizinhos.

No encontro extraordinário da UE, deverá ser discutido um conceito geral para a solução da crise migratória ao longo da rota dos Bálcãs.

Sérvia, Bulgária e Romênia

Neste sábado, os líderes da Sérvia, Bulgária e Romênia se reuniram para discutir a crise migratória. A reunião em Sófia, capital búlgara, foi concentrada no desenvolvimento de uma posição comum para a cúpula europeia. Os países ameaçaram ainda fechar suas fronteiras, caso a Alemanha e Áustria parem de receber migrantes.

"Se a Alemanha e Áustria fecharem suas fronteiras, estamos preparados para não permitir que nossos países se tornem zonas-tampão [para refugiados]. Nós estaremos prontos para fechar nossas fronteiras", afirmou o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov, após o encontro.

CA/epd/afp/ap/dpa

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