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Mundo

Juncker: "A história dará razão a Merkel"

Às vésperas de cúpula da UE, presidente da Comissão Europeia defende posição da chanceler federal alemã em relação à crise dos refugiados. A chefe de governo irá "resistir a seus críticos", disse em entrevista.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu a

política migratória da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel

, ao afirmar ao jornal Bild que "a história dará razão à Merkel".

Em entrevista ao diário alemão publicada nesta quarta-feira (17/02), Juncker foi enfático ao afirmar que "as políticas migratórias europeias que ela e eu defendemos irão prevalecer". "Dizer que podemos fazê-lo demonstra força política. Qualquer outra atitude seria uma rendição aos populistas", disparou Juncker.

Apesar de admitir que irá levar tempo até que as medidas por ele defendidas sejam implementadas, Juncker insistiu que os primeiros êxitos da política migratória europeia já são visíveis.

Ele destacou que um número menor de refugiados chegou à Europa através da Turquia, "graças às decisões importantes tomadas pelo governo turco". Além disso, a Grécia possui agora condições de registrar as impressões digitais de nove em cada dez requerentes de asilo no país, um salto significativo em relação ao total de apenas 8% registrado em setembro de 2015.

Ao Bild, Juncker disse ainda que os recursos financeiros para lidar com a crise migratória no continente dobraram "em tempo recorde", e que 10,1 bilhões de euros já teriam sido mobilizados através de uma redistribuição de fundos.

O presidente da Comissão Europeia afirmou estar convencido de que Merkel irá "resistir a todos os seus atuais críticos".

Às vésperas da cúpula da UE

A crise dos refugiados na Europa deverá ser o tema central da reunião de cúpula da UE marcada para estas quinta-feira e sexta-feira. O apoio de Merkel ao plano de realocação de refugiados entre países do bloco tem sido alvo de severas críticas de alguns líderes, em particular, de

países do Leste Europeu

.

O ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, afirmou que seu país não teme a possibilidade de que haja confrontos durante a cúpula. "Não iremos nos abster de defender uma distribuição justa dos refugiados na Europa", afirmou Mass, ressaltando que a UE precisa encontrar uma resposta comum para o problema.

"Apenas conseguiremos manter nossos ideais de paz, liberdade e justiça se estivermos unidos como europeus", alertou. "As próximas semanas irão decidir o futuro da Europa."

RC/afp/epd/dpa

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