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Mundo

Judeus sentem ares de mudança na Alemanha

Enquanto o Congresso Mundial dos Judeus reflete sobre as conclusões de seu encontro anual em Bruxelas, os líderes judeus da Alemanha prosseguem o debate sobre anti-semitismo, imigração e o futuro do judaísmo alemão.

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Sinagoga de Rostock inaugurada em setembro passado: comunidade aumenta

Anti-semitismo na Europa e o fortalecimento do diálogo inter-religioso foram os temas centrais do encontro de dois dias do Congresso Anual dos Judeus. Mas, pouco depois de o encontro se iniciar, defendendo uma abordagem multifacetada do combate ao anti-semitismo, o presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Paul Spiegel, apelou para um tom diferente, ao criticar o que ele considera uma "nova qualidade" do anti-semitismo no país. Durante um discurso feito em Wuppertal, Spiegel disse que muitos judeus se sentem inseguros na Alemanha.

Paul Spiegel - Präsident des Zentralrats der Juden in Deutschland

Paul Spiegel, presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha

Ele se referiu ao crescente prestígio dos partidos de extrema direita NPD e DVU, aos crescentes atentados contra cemitérios judaicos e aos preocupantes comentários de personalidades públicas, como o arcebispo católico Joachim Meisner, que recentemente comparou o aborto ao holocausto.

Afluência do Leste Europeu

Uma outra questão que gera polêmica entre os políticos alemães é a imigração judaica. O governo em Berlim apresentou recentemente um projeto de lei para restringir a imigração dos judeus do Leste Europeu, que vêm se deslocando para a Alemanha em grande número há dez anos. Durante os últimos três anos, a Alemanha recebeu mais migrantes judeus do que Israel.

Esta afluência é resultado de uma lei aprovada no Leste alemão em 1990, pouco antes da reunificação. Para judeus russos entrarem na Alemanha, dita a lei em vigor desde 1991, basta que eles comprovem a ascendência judaica. Desde então, 70 mil judeus provenientes da antiga União Soviética imigraram para a Alemanha, onde agora se concentra a terceira maior comunidade de judeus vindos do Leste Europeu, após os Estados Unidos e Israel.

Mais judeus, mais sinagogas

A grande afluência de judeus do Leste fortaleceu de diversas formas o judaísmo alemão. Elevou, por exemplo, o número de sinagogas no país, cujas 83 comunidades contam ao todo 104 mil membros.

Antes da ascensão dos nazistas ao poder, havia 503 mil judeus na Alemanha; após a Segunda Guerra, em 1950, eram apenas 15 mil.

Mas a chegada dos imigrantes do Leste Europeu, que em grande parte não eram judeus praticantes na antiga União Soviética, gerou certos problemas dentro da comunidade. Em Berlim, onde se concentra a maior parte dos novos imigrantes, há quem reclame do fato de os recém-chegados se utilizarem dos serviços sociais da comunidade sem participar das atividades religiosas.

Além disso, segundo revelou um relato do diário Berliner Zeitung, grande parte dos novos imigrantes não conseguiu arrumar emprego durante este período de recessão econômica no país, passando a depender da ajuda social.

Bundesinnenminister Otto Schily

Otto Schily, ministro do Interior

Em reação a isso, o ministro do Interior, Otto Schily, apresentou recentemente um plano para limitar a imigração de judeus da antiga União Soviética. O diário Süddeutsche Zeitung noticiou que os Estados alemães, que integram a câmara alta do Parlamento alemão, o Bundesrat, já manifestaram sua aprovação.

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