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Mundo

Jovem processa mídia por cobertura no caso "Charlie Hebdo"

Funcionário de fábrica argumenta que emissoras colocaram a vida dele em risco ao noticiar que ele estava escondido no local quando os terroristas também estavam lá e mantinham o chefe dele refém.

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Policiais da tropa de choque francesa durante o cerco à gráfica em Dammartin-en-Goële, perto de Paris

Uma vítima da dupla de terroristas responsabilizada pelo atentado ao semanário satírico francês

Charlie Hebdo

, em janeiro, entrou na Justiça contra três emissoras francesas. Ele afirma que a cobertura jornalística da caçada policial que começou após o atentado colocou a vida dele em risco.

O jovem Lilian Lepère, de 26 anos, escondeu-se dos irmãos Kouachi quando eles invadiram uma fábrica, dois dias depois do atentado, e tomaram como refém o dono da empresa e chefe dele. Ele ficou mais de oito horas sem se mexer.

Uma emissora de rádio e duas de televisão relataram que Lepère estava dentro da fábrica quando os terroristas ainda estavam lá. Ao jornal francês Le Parisien, o advogado do jovem afirmou que a cobertura midiática colocou a vida de seu cliente em risco. A promotoria abriu um inquérito na semana passada. As emissoras envolvidas ainda não se manifestaram sobre o caso.

No começo deste ano, Paris viveu um dos seus momentos mais terríveis. Dois terroristas islâmicos invadiram, em 7 de janeiro, a redação do semanário Charlie Hebdo,

matando 12 pessoas

.

Os agressores – os irmãos Said e Chérif Kouachi – passaram dois dias em fuga. Em 9 de janeiro, eles invadiram uma gráfica, em Dammartin-em-Goële, ao nordeste da capital francesa, e tomaram o dono da empresa como refém.

Policiais de elite invadiram a gráfica, após longas horas de cerco, mataram os irmãos Kouachi e libertaram o proprietário e seu funcionário. Quase simultaneamente, forças especiais colocaram um fim ao sequestro num mercado judaico em Paris.

Nesta ação, no entanto, quatro reféns, além do sequestrador Amedy Coulibaly,

foram mortos na troca de tiros

. Coulibaly também foi responsabilizado pela morte de um policial no dia anterior. Ao todo, a onda de terror em Paris deixou 20 pessoas mortas, contando com os três agressores.

Também em conexão com o ataque terrorista no supermercado foi aberto um inquérito porque uma emissora de televisão informou que clientes estavam escondidos no porão. As vítimas alegaram que a cobertura midiática colocou suas vidas em risco, já que Coulibaly poderia ter descoberto o esconderijo.

Em fevereiro, o órgão regulador da radiodifusão na França, o CSA, havia analisado cerca de 500 horas de programas e, em seguida, repreendeu as emissoras de TV France 2 e TF1 e a rádio RMC por causa da cobertura jornalística durante a série de ataques em Paris.

PV/dpa/afp

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