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Mundo

Joschka Fischer: astro político dos extremos

De rebelde de jeans e tênis a "dear Joschka" nos meios internacionais, o ministro alemão do Exterior é uma figura política de porte. E importante trunfo para o Partido Verde, que inicia sua campanha eleitoral.

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Nascido em 1948, Joschka Fischer pode se gabar de diversas premières em sua carreira política. Em 1985, em Hessen, ele foi o primeiro secretário estadual verde do primeiro governo social-democrata-verde da Alemanha. Ao aparecer para a cerimônia de posse de tênis brancos, jeans e terno desajeitado, Fischer demonstrou sua típica tendência à auto-encenação, aparições corajosas e – por que não – à provocação.

O centro das ações do ex-taxista, que abandonara a escola com o segundo grau incompleto, era a política ambiental; seu campo de batalha preferido, o abandono da energia termonuclear. Suas ambições à política externa só se tornaram visíveis ao entrar para o Bundestag (o Parlamento federal), em 1994.

Até as eleições de 1998, foi um dos dois chefes de bancada do Partido Verde e notório por seus discursos incisivos. Como ao dirigir-se ao então chanceler federal, Helmut Kohl, nos seguintes termos: "O senhor fica sentado na sua cadeira, gordo e autocomplacente como um Buda, e nem percebe mais o que realmente acontece neste país".

Desafio ao pacifismo

Com a vitória da coalizão entre os partidos Social Democrata (SPD) e Verde, em 1998, Joschka Fischer tornou-se vice-chanceler no gabinete de Gerhard Schröder e primeiro verde no cargo de ministro das Relações Exteriores da Alemanha. O primeiro grande desafio não se fez esperar: diante da decisão se seu país participaria ou não das intervenções aéreas da Otan na ex-Iugoslávia, ele e o premiê optaram pelo "sim".

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Joschka Fischer atacado por manifestante pacifista em 1999

Uma dura prova para os verdes, tendencialmente pacíficos. Após ser atacado por um manifestante com um saco de tinta vermelho, durante comício partidário em maio de 1999, só com muito esforço conseguiu convencer seus correligionários a apoiarem sua política de intervenção no Kosovo.

O episódio revelou também os traços autoritários de seu caráter. Convencido de que uma suspensão por prazo ilimitado dos bombardeios era um sinal falso, além de fortalecer Milosevic, avisou aos deputados: "Não colocarei a suspensão em prática, se vocês se decidirem por ela!"

Altos e baixos

Fischer conseguiu rapidamente conquistar não só o favoritismo do povo alemão, como o respeito de seus colegas de pasta. Conhecido nos meios internacionais como "dear Joschka", ele demonstrou a capacidade de ser elegante e confiável, mas também radical, se necessário. Como ao recusar terminantemente a participação de seu país na guerra dos Estados Unidos contra o Iraque.

Apesar de seus numerosos sucessos, em 2001 Fischer foi alvo de acusações baseadas em fotos com mais de 30 anos, mostrando-o como ativista disposto à violência. Na época em que foram feitas as fotografias, ele pertencia a um grupo de jovens que ocupavam casas ( squats) em Frankfurt.

No Bundestag, o ministro do Exterior teve que assumir plenamente seu passado: "Fui militante. Joguei pedras. Envolvi-me em pancadarias com policiais. Apanhei, mas também bati neles. Não digo isso aqui pela primeira vez e assumo o que digo. Assumo minha responsabilidade".

O episódio não maculou sua imagem política. Pelo contrário: nas eleições de 2002 os verdes conquistaram quase dois pontos percentuais a mais. Porém, seu comportamento no escândalo que levou à CPI dos vistos, no início de 2005, deixou arranhões mais profundos. Fischer demorou a admitir seus erros, e tanto a mídia quanto a opinião pública o taxaram de "cada vez mais arrogante".

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Joschka Fischer participa de maratona em 1998

Apesar dos altos e baixos em sua trajetória, o político de 57 anos e esportista apaixonnado continua constituindo uma figura de proa insubstituível para o Partido Verde. Saindo como candidato preferencial mais uma vez nas próximas eleições e encabeçando a campanha eleitoral, que começa oficialmente para os Verdes nesta segunda-feira (08/08).

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