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Alemanha

Jornais italianos acusam Ferrari de desrespeitar pilotos e fãs

Nem mesmo a fanática imprensa italiana digeriu e perdoa a ordem da escuderia que tirou a merecida vitória de Barrichello, no circuito de Zeltweg, em favor de Schumacher.

Falta de respeito com pilotos e fãs, danos à credibilidade do esporte, ao mito Ferrari e à própria imagem de Schumacher foram alguns dos aspectos das críticas dos jornais italianos, austríacos e franceses sobre a manipulação da primeira vitória de Michael Schumacher no Grande Prêmio da Áustria. Acompanhe abaixo um resumo dos comentários dos jornais europeus:

Gazzeta dello Sport: "Grande Barrichello, pequeno Todt (NR: Jean Todt é chefe da equipe italiana). A Ferrari poderia ter comemorado uma dobradinha sensacional. Mas o dia transformou-se num domingo de vergonha. (...) O triunfo foi ofuscado por um pecado, difícil de ser esquecido. A ordem da Ferrari foi uma ofensa aos pilotos, que arriscam suas vidas nas pistas, ao público em Zeltweg, que pagou centenas de euros por duas horas de corrida, e aos milhões de espectadores em casa. A ordem da Ferrari é sobretudo uma ofensa ao esporte, um gesto retumbante e desnecessário, que causou danos à imagem da escuderia e a todo o campeonato mundial."

Corriere dello Sport: "Rubens, pago para perder. Por que a Ferrari sujou a fantástica dobradinha com tal gesto de arrogância? Por que a Ferrari obrigou Barrichello a ser vítima do contrato recém-prorrogado? A Ferrari provou a seus próprios torcedores que a escuderia não brilha apenas por sua tecnologia, tática e habilidade política. A Ferrari também é grande no mau gosto."

Tuttosport: "No mundo da Fórmula-1, todos sabem que Schumacher e não Jean Todt tem a última palavra. O francês agiu como um burocrata, sem pensar nas conseqüências. Diante dos olhos dos fãs, não há mais Ferrari, mas uma pequena equipe, que naufragou no furacão de vaias. O mito Ferrari não pode ser sujado com tal baixeza."

La Repubblica: "Na Ferrari, venceu a razão estatal. Schumacher lidera o campeonato mundial, tem de ganhar os pontos. Tal como no ano passado. Porém, naquela vez a posição de Schumi não era tão sólida quanto agora. Se a Ferrari fosse uma equipe normal, geraria apenas indignação. Mas Ferrari é mais, uma lenda mundial. Por que sujar uma lenda com uma bagatela? Eram apenas quatro pontos. Realmente não era necessário."

Corriere della Sera: "Barrichello, proibido de vencer. Ferrari é um mito mundial, não apenas por causa de seus duelos com os colossos da Fórmula-1, porém também graças à imagem de mistura de humanidade dos pilotos, mecânicos e engenheiros. Um mistura de duelo esportivo e simpatia, que atrai mais as pessoas do que o clima militar das escuderias sediadas mais ao norte. Uma ordem tão impopular como esta pode ser justificada somente em momentos decisivos do campeonato, o que não foi o caso em Zeltweg."

Kronenzeitung (Áustria): "Falso vencedor, legítimo perdedor. Barrichello não pôde vencer – e Michael Schumacher não pôde comemorar"

Le Parisien (França): "A Ferrari deve se envergonhar. Schumacher, já tetracampeão mundial e no momento na trilha de Fangio, não precisa de vitória presenteada. Assim se está destruindo sua imagem."

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