JORNAIS ALEMÃES CRITICAM VISITA DE OBAMA AO BRASIL | Escreva sua opinião, comentários, críticas ou sugestões | DW | 26.03.2011
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JORNAIS ALEMÃES CRITICAM VISITA DE OBAMA AO BRASIL

Nossos usuários comentaram esta semana a visita de Obama ao Brasil, a intervenção da comunidade internacional na Líbia e os perigos da energia nuclear.

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Ao contrapor a viagem do presidente Obama ao Brasil como algo secundário em relação à crise do norte da África (Líbia), os jornais alemães tratam o Brasil como motivo de turismo, porém a subsistência americana por energia nos próximos cinco anos passa pelo Atlântico Sul e não pela Líbia (sobretudo após um razoável questionamento sobre segurança de usinas nucleares).
Armin Weber

Credo! O artigo sobre a conveniência da viagem de Obama ao Brasil "numa hora destas" destila preconceito. É como se o Brasil não fosse nada mais do que um destino turístico e ficasse no fim do mundo. A viagem de Obama ao Brasil – antes que Dilma o visitasse em Washington, como mandaria o protocolo diplomático, pois ela é a recém-empossada – tem sobretudo interesses geoeconômicos estratégicos.

E a simultaneidade com a crise na Líbia pode até servir para marcar bem o momento atual: bombardeia-se um ex-aliado que por muito tempo forneceu fielmente petróleo ao Ocidente, sem saber qual será o futuro governo ou regime na Líbia e, ao mesmo tempo, aproxima-se do Brasil como potencial futuro fornecedor de petróleo em larga escala, avaliando o país sul-americano como um parceiro confiável, pois com instituições democráticas relativamente estáveis em 30 anos de governos civis.

Por outro lado, não estamos na era das comunicações móveis? Quem precisa estar em Washington para governar os EUA, telefonar com seus aliados, saber de tudo o que acontece no mundo e determinar ordens a seus militares no Mediterrâneo?
Marcio Weichert

ACORDOS ECONÔMICOS NO CENTRO DE VISITA DE OBAMA AO BRASIL

O Brasil acompanha com interesse a visita do Presidente Obama. As imagens de TV mostram a chegada do presidente, sua família e comitiva econômica. A presença ímpar de sua esposa na visita vem compensar a frieza da segurança americana, que suspendeu o discurso público de Obama na Cinelândia, no Rio, palco das maiores manifestações políticas brasileiras.

Resta agora a fala de Obama para um milhar de pessoas escolhidas no Theatro Municipal. Sendo democrata, com um olhar voltado aos pequenos, não devemos nos iludir com vantagens econômicas nesta visita, ele está representando também a economia americana.

Será outrossim uma reaproximação depois de algumas divergências com o governo Lula. Ele não esteve no almoço oficial onde se encontravam outros ex-presidentes, e nem o vice-presidente. Mas o pensamento americano quanto aos negócios, não devemos nos iludir, não irá mudar.

Continuará sempre com a mesma batida, proteger seus produtos e pagar "preço de banana" pelo que importa. O modo de negociar feito até hoje irá continuar. Nosso olhar compassivo latino-americano sempre sai perdendo.
Odalberto Domingos Casonatto

INTERVENÇÃO DA COMUNIDADE INTERNACIONAL NA LÍBIA

Kadafi é um tirano que possui bilhões de dólares em patrimônio pessoal, e a população passando necessidades. A população tem que participar das decisões políticas do país através de eleições livres e democráticas. Esses 40 anos de tirania e matança contra seu próprio povo demonstram sua crueldade. Ele tinha até leões em sua casa de veraneio...
José Alberto Pires

O uso de força militar contra Kadafi é a melhor solução neste momento na Líbia? Nesse caso, o uso da força militar não é uma solução, porém uma tentativa de evitar que Kadafi e seus asseclas assassinem a população líbia.
Lyndon C. Storch Jr.

Situações desesperadoras exigem decisões drásticas. Infelizmente, o Ocidente teve de seguir essa máxima no que diz respeito à Líbia. Não havia qualquer solução tênue senão intervir na guerra civil que se alastra atualmente pelo território líbio.

Afinal, nenhuma sanção, por mais árdua que fosse, iria conter Kadafi. Por experiências passadas, sabemos que essa aventura ao qual se lança esta coalizão ocidental não irá semear paz. Mas eis nossa dura realidade: se continuarmos de braços cruzados na expectativa de que Muammar Kadafi se inspire no exemplo de Mubarak, a Líbia irá se esfacelar.

Se não lograrmos êxito, a opinião pública ao redor do mundo não poupará esse ataque de críticas severas. Porém, antes de vislumbrarmos qualquer insucesso, ao menos poderíamos pensar de outra maneira: somos a última esperança para os líbios.
Vlademir Monteiro

ENERGIA NUCLEAR É PERIGOSA E ULTRAPASSADA

De todas as fontes energéticas existentes, a energia nuclear é que permite a maior concentração de poder político e econômico nas mãos de uma pequena elite. Em virtude de sua tecnologia complexa, ela requer instituições altamente centralizadas e, por causa de seus aspectos militares, presta-se a um sigilo excessivo e ao uso extenso do poder policial. Todos os protagonistas da economia nuclear – os serviços de utilidade pública, os fabricantes de reatores e as "energy corporations" – se beneficiam de uma fonte de energia altamente centralizada e consumidora intensiva de capital.

Eles investiram bilhões de dólares em tecnologia nuclear e continuam promovendo-a vigorosamente, apesar de seus problemas e riscos em constante aumento. Não estão dispostos a abandonar essa tecnologia, mesmo que sejam forçados a solicitar maciços subsídios dos contribuintes e a usar uma numerosa força policial para protegê-la.

Como diz Ralph Nader, a energia nuclear tornou-se, sob muitos aspectos o "Vietnã tecnológico da América..." Pergunto como podemos ficar imparciais com um assunto tão importante para a humanidade, o problema não é somente de um continente, um país, e sim do planeta Terra. Até quando os políticos vão tratar o cidadão comum como um contribuinte para pagar a sua estupidez humana? Não sei! [...]
Maria Angelica Dias Müller

Sobre o comentário da autoria de Judith Hartl, eu gostaria de saber como acabar com as usinas nucleares na Alemanha, por exemplo, e investir em energia solar ou energia eólica em um país que quase não tem sol e o vento aparece mais na parte do norte? Será que seria o suficiente para suprir 82 milhões de habitantes? E por que todo esse medo de energia atômica? Será que toda essa história tem mesmo fundamento?

E por que será que países como Franca, China, EUA estão construindo mais usinas? E pergunto também, por que as pessoas que trabalham dentro das usinas não têm problema algum de câncer e sei que todo ano essas pessoas têm que ir ao médico fazer revisão por segurança. O controle é alto e as usinas são muito seguras e pelo que sei não consta que todos eles ou que a maioria morre ou tem câncer.

E também nunca ouvi alguém que trabalha em usinas nucleares reclamar. Outra coisa, comparar, por exemplo, a Europa com o Japão, país que todos sabem que tem terremoto, no meu ponto de vista não faz sentido algum. Fiquei interessada pelo seu comentário por isso gostaria da sua opinião sobre o assunto. Muito obrigada,
Juliane Miranda

Sim, a energia nuclear demonstrou mais uma vez que não há controle dos riscos em todas as suas variáveis. O ser humano é orgânico, composto por moléculas de carbono, levou milhões de anos para atingir um determinado nível de consciência, elemento raro no universo e mais escasso que as jazidas de urânio ou plutônio.

A sociedade merece esse momento de reflexão e optar por processos renováveis, seguros, saudáveis, orgânicos que garantam a segurança e a proteção da vida em todas as suas formas. Outras tecnologias devem ser estudadas, assimiladas, conhecidas, trabalhadas em laboratório, mas não difundidas em escala global a ponto de matar pessoas e trazer um pavor em escala planetária.

Hoje, todas as usinas nucleares deveriam ser lacradas e deixadas no sepulcro da história que é o seu lugar. Uma nova ética, um novo comportamento e uma nova sociedade são necessários.
Bruno do Nascimento

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