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Sua Opinião

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

A Jornada Mundial da Juventude foi o tema predominante nos comentários desta semana. Mas temos também opiniões sobre meio ambiente, música e Segunda Guerra.

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O papa Bento 16 significa um marco muito positivo na história da Igreja, segundo a ótica dos que a estudam profundamente. A sua visita à Alemanha também tem um significado muito especial, à semelhança das visitas pastorais de seu antecessor, o papa João Paulo 2º, aos países de maioria ortodoxa. Não obstante, a realização do evento na Alemanha e a forte presença de jovens nativos é uma demonstração não só de que a fé católica não morreu nessas terras, mas que também se vive um renascimento do cristianismo, muito embora no cotidiano pareça o contrário. É uma tendência sólida de crescimento lento e constante.

Luis Acosta

Gosto muitíssimo do novo papa e sinto que sua inteligência há de irradiar a necessária evolução da mentalidade atual, que peca pela rigidez estagnante nos preceitos arcaicos, impossível de alavancar o avanço e o crescimento da humanidade. Confio que este novo papa trará a paz e o bem.

Adeir T. Reis

Com a morte de João Paulo 2º, que foi um homem de enorme carisma, o novo sucessor de Pedro, qualquer que fosse, teria que conviver com a difícil missão, não só a de ser fiel ao Evangelho num mundo paganizado (que é a principal função do Bispo de Roma, atualmente), mas também de enfrentar o desafio de possíveis comparações com seu antecessor. Bento 16 é uma bênção de Deus. O orbe cristão não poderia ter um pastor de melhor envergadura (intelectual e firmeza) para enfrentar os problemas do mundo hodierno.

Quanto à propalada evasão de católicos no Brasil, é um fato não surpreendente, devido à migração, ao crescimento desmensurado das cidades e à perda da população de contato com suas raízes, aí se inclui também a fragmentação familiar. O fenômeno é muito mais amplo do que simples troca de religião. Existe um autêntico caos social. Neste espaço as seitas crescem, pois oferecem uma solução simplista, sem compromissos e de promessas fáceis de prosperidade e sucesso.

Por outro lado, a mesma estatística mostra também que há um retorno à fé antiga. Apesar dessas igrejas de característica pentecostal receberem mais adeptos, há um movimento de ingresso também no catolicismo. Sendo assim, 26,9% das pessoas que antes se declaravam pertencentes ao "protestantismo histórico" hoje se declaram católicas. E 18,7% dos que pertenceram a alguma igreja pentecostal migraram para o catolicismo. Um fato salta aos olhos: diminuiu o número dos que se declaram católicos, mas aumentou o número daqueles que levam esta pertença mais a sério.

Fernando A. Batista de Almeida

Acho o papa Bento 16 coerente, ainda que não suficientemente conservador. O Vaticano 2º enfraqueceu e dividiu a Igreja Católica. Aos críticos das posturas da Igreja, recomendo que revejam os resultados do "liberalismo". Aborto, contracepção, teologia da libertação estão fora de cogitação. O Ocidente está envelhecendo graças à idéia de controle demográfico; os costumes estão decadentes e a sociedade segue o mesmo rumo, que fatalmente nos levará à extinção.

Teologia da libertação é comunismo em roupagem religiosa. Ninguém é obrigado a fazer parte de um determinado organismo político, mas quando o faz se espera dele fidelidade partidária e consistência com as posturas do partido. Por que o mesmo não é aplicável à religião? Se uma pessoa não se adapta a uma determinada religião, às leis – ainda que absurdas – de um país, às tradições de um povo, será que é a religião, as leis e/ou as tradições que devem ser mudadas?
A maioria pode até ser burra, como diria Nélson Rodrigues, mas as minorias são salientes, impositivas e disruptivas. E minoria não é sinônimo de elite no sentido puro da palavra; as minorias estão preocupadas em obter o que lhes é vantajoso, não lhes importando o bem-estar dos demais. Daí o fracasso moral e a corrupção imperante no mundo "ocidental".

Beatriz C. P. Zonari

Penso que o contribuinte não deveria pagar pelo evento de uma minoria. O papa está tentando autopromoção e propaganda da Igreja Católica. As críticas são pertinentes quanto ao apoio aos regimes fascistas durante toda a história.

Luciano

Claro que concordo que se deve facilitar o visto. Todos os peregrinos que se dirigiram a Colônia fizeram esforços em suas paróquias, como eu também fiz, para que meus filhos participassem desse evento e visitassem uma das cidades de maior cultura da Europa. Portanto não é nada demais permitir um visto em caráter religioso. Além disso, estou certo de que meus filhos voltarão alegres e satisfeitos, após ter obtido a bênção do Santo Padre.
A. Monteiro

A IGREJA E O NAZISMO

É equivocada a tese de que a Igreja Católica tenha colaborado com os nazistas durante o regime totalitário alemão. Inúmeros documentos atestam o contrário, corroborado por análises independentes.

Apenas para não deixar passar em branco, deve-se sempre citar os numerosos mártires da fé deste século 20 passado, muitos deles perecendo sob o totalitarismo nazista ou comunista.

Sem deixar de dar exemplo, sobressaltam as figuras de Santa Edith Stein, judia convertida ao catolicismo, secretária de Husserl, filósofo fenomenologista de grande expressão. Edith Stein, mesmo transferida para um convento na Bélgica, foi morta num campo de concentração nazista. O mesmo ocorreu com São Maximiliano Kolbe, sacerdote polonês morto em campo de concentração. Estes são apenas dois de inúmeros outros exemplos que valem figurar sempre que o assunto igreja-nazismo vier à tona.

Luis Acosta

AGGRO BERLIN

"O que você acha do rap da Aggro Berlin? É uma tarefa do Estado controlar o conteúdo dessas letras?"

Uma coisa é fazer arte como busca da beleza e da diversão e outra totalmente oposta é querer elevar o desabafo dos traumas pessoais à categoria de arte, tornando-os de alguma forma "desejáveis".

A sociedade pode e deve se proteger do inferno pessoal desses supostos artistas. É tarefa do Estado impor algum limite. Liberdade de expressão não é irrestrita. Infelizmente o facismo tem um fortíssimo suporte no recalque social, embora não apenas nele.

Tipos como esses rapeiros estão muito bem descritos no livro Escute, zé-ninguém ( Rede an den Kleinen Mann ), do saudoso Dr. Wilhelm Reich.

Um livro escrito em 1946, imediatamente antes Guerra Fria, da ascensão da mídia de massas e da escalada do consumo de drogas. E, ainda assim, de uma atualidade contundente. Tão contundente que eu nunca mais fui o mesmo cara depois de tê-lo lido. Eu prefiro a contundência instigantemente reflexiva do Dr. Reich à contundência entorpecida dos rapeiros.

Lyndon C. Storch Jr.

POLUIÇÃO AMBIENTAL

Os grandes países poluidores nada querem mudar em sua planta industrial para não causar um impacto em sua economia, por isso querem transferir a responsabilidade para países em desenvolvimento. Isso é inconcebível, pois existe a necessidade de mudarmos a forma como utilizamos nossos recursos, de forma que isso não cause um impacto ambiental. De nada adiantaria mantermos a Amazônia intacta se a emissão de gases poluentes nos EUA aumentar.
Precisa-se frear a ganância de grandes grupos econômicos que não contribuem tanto para o bem coletivo como rege sua política.

Alberto Radtke

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A civilização humana já deu várias provas da sua capacidade de autodestruição, e a Segunda Guerra é a maior delas. Também mostra a ambigüidade das ações do ser humano, no campo moral e ético. Ao final do conflito, tanto americanos quanto soviéticos recrutaram agentes dentre os nazistas derrotados para trabalharem sob seu comando, como tem sido documentado, mostrando a total falta de consciência acerca das implicações dos episódios recém-terminados. Assim como não houve terror somente por parte dos nazistas, como atestam os campos de concentração na URSS. E, finalmente, as duas bombas atômicas americanas lançadas sobre o Japão deixaram claro que não houve "lado bom" na guerra. Todos erraram. Isso prova que a eventual ganância e falta de sensibilidade dos líderes mundiais ainda deixam aberta a possibilidade de novos conflitos estúpidos, infelizmente.

Daniel

MALHA FERROVIÁRIA

O renomado projetista-urbanista de Brasilia, Lúcio Costa, nos idos de 1950 elaborou proposta de integração intermodal hídrica-ferroviária-rodoviária, nesta ordem de importância, que se perdeu na burocracia governamental. Com o advento do governo militar se deu prioridade ao rodoviarismo, com a construção da malsinada Transamazônica e outras rodovias, num país de farta malha hídrica. Um erro estratégico e geopolítico cujas dimensões se retratam na insuficiência da infra-estrutura de transporte existente no Brasil. Sem falar na navegação de cabotagem, desmantelada totalmente nas últimas décadas, num país com imensa extensão costeira. É assim que o Brasil permanace um gigante adormecido em berço esplêndido. João Gualberto Pinheiro Junior