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Mundo

Jordânia se diz disposta a soltar terrorista em troca de refém do EI

Amã afirma que entregaria extremista iraquiana condenada à morte no país em troca de piloto jordaniano. "Estado Islâmico", porém, ainda não deu provas sobre as condições de saúde do refém.

O governo da Jordânia afirmou nesta quarta-feira (28/01) estar preparado para atender à exigência do "Estado Islâmico" (EI) e liberar uma terrorista presa no país em troca de um piloto jordaniano mantido refém pelos jihadistas.

"A Jordânia está pronta para libertar a prisioneira Sajida al-Rishawi caso o piloto jordaniano seja libertado ileso", divulgou o canal estatal citando um porta-voz do governo. "Desde o início, nossa posição é no sentido de garantir a segurança do nosso filho, o piloto Muath al-Kasaesbeh".

Ainda não foi confirmado se a negociação incluirá a libertação do jornalista japonês Kenji Goto, ameaçado de morte pelo EI. O prazo de 24 horas dado pelo grupo jihadista para realizar as trocas encerrou-se nesta quarta-feira.

Mais cedo, a mãe de Goto, Junko Ishido,

fez um apelo

ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para que salve a vida de seu filho. Em uma gravação divulgada na terça-feira pelos jihadistas, Kenji Goto fez um pedido desesperado para que Rischawi seja liberada, caso contrário, ele e Mu'ath serão assassinados.

Inicialmente, o EI havia feito um pedido de resgate do valor de 200 milhões de dólares ao governo do Japão pela liberação de Goto e de Haruna Yukawa, outro refém japonês que estava em poder dos extremistas. Diante da recusa de Tóquio em pagar o valor, Yukawa foi decapitado.

Sem provas

O ministro do Exterior da Jordânia, Nasser Judeh, publicou no Twitter que seu país não recebeu por parte do grupo extremista qualquer informação com relação ao estado de saúde do piloto Muath al-Kasaesbeh.

"Há um tempo estamos pedimos provas sobre as condições de saúde de nosso herói Mu'ath, mas não recebemos nada", escreveu o ministro.

Kasasbeh caiu nas mãos dos terroristas no dia 24 de dezembro, quando o jato F-16 que pilotava durante uma missão contra o EI caiu no norte da Síria. A Jordânia está entre os países árabes que participam da ação militar liderada pelos Estados Unidos contra o "Estado Islâmico".

A terrorista Sajida al-Rishawi foi presa na Jordânia em 2005 por participar de ataques em Amã que mataram 60 pessoas, tendo sido um deles realizado durante um casamento. Ela sobreviveu ao que seria um ataque suicida porque sua bomba falhou.

Presa, Rischawi foi condenada à morte. O grupo que planejou os ataques no país há dez anos seria o embrião do que é hoje o EI, segundo forças de segurança da Jordânia.

MSB/dpa/afp

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