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Ciência e Saúde

Jogging em excesso pode prejudicar saúde

Estudo da Universidade de Copenhague mostra que praticar mais de duas horas e meia de corrida por semana pode fazer mal. Segundo especialistas, cooper não é recomendado para iniciantes.

Diz a lenda que, há 2.500 anos, o jovem grego Fidípides correu da cidade de Maratona até Atenas. Não por prazer, mas para anunciar a vitória sobre os persas. Ao acabar de transmitir a mensagem, ao final do percurso de cerca de 40 quilômetros, ele morreu de exaustão.

Se a história de fato aconteceu como foi narrada por Heródoto, não é possível saber. Mas o episódio se revela atual diante do estudo recém-publicado pela Universidade de Copenhague. A pesquisa aponta que o jogging pode ser prejudicial – ou, pelo menos, não ter efeito positivo – se for praticado em excesso.

Participaram do estudo 1.098 praticantes de jogging e 3.950 sedentários. No início da pesquisa, todos os indivíduos eram saudáveis. Agora, 12 anos depois, a taxa de mortalidade entre os que fazem cooper excessivamente é quase tão alta quanto entre os que nunca fazem.

Em contrapartida, as menores taxas de mortalidade foram constatadas entre aqueles que não praticam jogging mais de duas horas e meia por semana.

Algumas vezes, menos é mais

Bernd Worfarth cuida há anos da equipe alemã de biathlon e, desde os Jogos de Inverno de Vancouver de 2010, é o médico-chefe da equipe olímpica do país. Basicamente, ele recomenda três a quatro horas de atividades físicas por semana. "Isso não significa, naturalmente, um esforço intenso como no caso do jogging", pondera.

Symbolbild Laufveranstaltung

Médico aconselha duas horas e meia de jogging por semana, a ritmo moderado

Como regra geral, pode-se dizer: os exercícios simples devem perfazer dois terços da atividade esportiva; o resto deve ser dedicado à musculação. "Para o jogging, isso significa a prática de duas a duas horas e meia por semana", explica Wolfarth.

Muito exercício físico pode sobrecarregar principalmente o sistema cardiovascular. No pior dos casos, isso resulta numa inflamação do músculo cardíaco. E se ela permanecer despercebida, pode levar à morte.

Wolfarth diz não poder confirmar com certeza se esse seria o motivo para a alta taxa de mortalidade entre aqueles que praticam jogging em excesso. Segundo o médico, a investigação das causas ainda tem que ser levada à frente e não foi o objetivo central do estudo realizado pela Universidade de Copenhague.

Primeiro o médico, depois o treino

Os esportistas mais velhos e os iniciantes devem, em especial, tomar cuidado para que cartilagens, articulações e estrutura óssea não sejam sobrecarregadas. Já a partir de 35 anos de idade, a Associação Médica de Iniciantes do Esporte da Alemanha aconselha que se faça um exame médico prévio para se determinar as condições básicas para o início da prática esportiva.

Mas mesmo aqueles que já começaram o treinamento não devem hesitar em consultar um médico. Somente assim se pode ter certeza de que não se está praticando esporte em excesso. Pois, segundo Wolfarth, principalmente para pessoas não treinadas é difícil avaliar os seus próprios limites.

"Um especialista em medicina esportiva pode dizer concretamente que esforço é saudável ou não para uma pessoa", esclarece.

Para iniciantes, aliás, Wolfarth diz não recomendar a prática de jogging. Segundo o especialista, um esforço mais moderado como a caminhada nórdica ou andar de bicicleta seria mais adequado. A recomendação poderia ter salvado a vida de Fidípides – mas talvez hoje não existisse a maratona.

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