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Esporte

Jogador de futebol cria polêmica ao boicotar partida em Israel

As tensões no Oriente Médio parecem ter influenciado a polêmica decisão do iraniano Ashkan Dejagah de não querer viajar com a seleção alemã sub-21 para a partida que será disputada contra Israel.

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Decisão de Ashkan Dejagah foi criticada por muitos alemães

Dejagah pediu ao técnico da seleção para ser dispensado da partida contra Israel nas eliminatórias da Euro 2009 Sub-21. Segundo o jornal alemão Bild, o jogador alegou que seu motivo era cultural. "Tenho mais sangue iraniano do que alemão em minhas veias," disse Dejagah na reportagem. "Minha decisão deveria ser respeitada, e além de tudo, eu estou fazendo isto por respeito. Meus pais são iranianos."

O jogador nasceu em Teerã, mas possui passaporte alemão, pois mudou-se com seus pais para a Alemanha. Mesmo assim, ele ainda tem muitos parentes no Irã. E a recusa para viajar a Israel poderia responder ao temor de represálias diretas ou indiretas.

Boicote contra os judeus?

Irans Präsident Mahmud Ahmadinedschad

Presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, autor da proibição



O governo de Mahmud Ahmadinejad proíbe que esportistas iranianos participem de competições contra atletas israelenses. O Irã não reconhece o Estado de Israel desde a Revolução Islâmica, em 1979, quando os cidadãos iranianos foram proibidos de viajar ao país.

Há quem veja sinais anti-semitas na declaração do jogador. Entre eles está o Conselho Central de Judeus na Alemanha: "É impensável e impossível que um jogador nacional comece um boicote contra judeus. Será um escândalo se a Federação Alemã de Futebol (DFB) não entrar em ação", declarou ao jornal Der Spiegel Dieter Graumann, vice-presidente da organização.

Opiniões políticas sobre o caso

A decisão do jogador gerou polêmica no país. E há quem defenda sua exclusão da seleção, idéia apoiada por Friedbert Pflueger, um dos líderes da União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler Angela Merkel.

02.06.06 journal inteview zwanziger

Zwanziger disse que visões políticas não têm lugar no futebol

As reações na DFB foram cautelosas. O presidente da Federação, Theo Zwanziger, afirmou que respeita a decisão do treinador em não levar Dejagah na viagem. Afinal, "ele disse-me que o jogador alegou razões pessoais convincentes. No entanto, nossa posição é clara: não toleramos que um jogador nacional alemão falte a uma partida devido à sua visão política de mundo".

Peter Danckert, presidente da Comissão de Esportes do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão), comentou em entrevista à DW-WORLD.DE: "Temos que ter em mente que os jogadores da nossa seleção representam um papel no exterior. O que aconteceu é realmente sério. Eu desejaria que a DFB e seu presidente tivessem seguido à risca a posição da federação, o que impediria alguém como Dejagah a continuar jogando na seleção alemã. Quem pertence a uma seleção de futebol e se nega a jogar com uma justificativa politicamente tão controversa não deveria mais ser escalado."

Polêmico e talentoso

Ashkan Dejagah é um promissor meio-campista do Wolfsburg. De 2000 a 2007, este jovem de 21 anos e 1,81 m de altura jogou para o Hertha de Berlim, onde se destacou com um estilo espetacular e explosivo. Tanto que foi escalado para a seleção Sub-21 alemã.

Sua cotação no mercado futebolístico é média: apenas um milhão e meio de euros. Mas isso não reflete a perspectiva – aparentemente brilhante – do jovem jogador. O próprio Dieter Hoeness, diretor esportivo do Hertha, falou que a carreria do atacante "está apenas começando".

Mas apesar dos momentos de glória, o rapaz tem tido constantes problemas com a Justiça alemã. Um deles resultou em uma multa de 40 mil euros e na apreensão de sua carteira de motorista, por ele ter fugido depois de um acidente e não possuir seguro do carro. O jovem faltou a uma audiência do processo, por isso teve que passar uma noite atrás das grades. (nda / hlm / ak)

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